Águia-imperial
Aquila adalberti · species
A águia-imperial-ibérica é uma rapina endémica da Península Ibérica e norte de Marrocos, hoje criticamente ameaçada de extinção. Mede 80 cm de altura e pesa entre 2,8 e 3,5 kg, com envergadura de até 2,2 metros.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 80 cm (altura) |
|---|---|
| Peso | 2,8 kg (machos); 3,5 kg (fêmeas) |
| Envergadura | 1,9 a 2,2 m |
| Dieta | Coelhos, lebres, pombos, corvos, outras aves, raposas, pequenos roedores, ocasionalmente carniça |
| Habitat | Áreas com sobreiros e azinheiras esparsos, com pradarias próximas |
| Incubação | 43 dias |
| Período de ninhada | 65 a 78 dias |
| Conservação | Em perigo de extinção |
A águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) é uma ave de rapina endémica do sudoeste da Península Ibérica e norte de Marrocos. Até estudos de ADN demonstrarem sua distinção, era considerada subespécie da águia-imperial-oriental (Aquila heliaca). Encontra-se actualmente em perigo de extinção e é a ave de rapina mais ameaçada da Europa.
Sua plumagem é parda com a parte superior das asas branca. A nuca é ligeiramente mais pálida que o resto do corpo, e a cauda mais escura, sem as faixas claras características da águia-imperial-oriental. Os indivíduos subadultos apresentam tons avermelhados até aos 5 anos de idade, quando atingem a maturidade sexual e completam a plumagem dos adultos.
Características
O tamanho médio dos adultos é 80 cm de altura, com peso de 2,8 kg nos machos, enquanto as fêmeas podem chegar aos 3,5 kg. A envergadura varia entre 1,9 e 2,2 metros. Ao contrário da águia-imperial da Eurásia e África oriental, a espécie ibérica não emigra e cada casal defende sua zona de caça e reprodução (aproximadamente 2000 hectares) durante todo o ano.
Habitat e alimentação
Habita áreas de sobreiros e azinheiras esparsos, com pradarias próximas. A base de sua alimentação são coelhos, que caçam solitárias ou em parelha. Também depreda sobre lebres, pombos, corvos e outras aves, além de raposas e pequenos roedores em menor escala, podendo alimentar-se ocasionalmente de carne de cadáveres. Suas capturas são consideravelmente menores que as da águia-real, pois as garras não são tão fortes.
Reprodução
A espécie é monogâmica. O acasalamento tem lugar entre Março e Julho, quando restauram um dos ninhos usados durante anos, rodando de um para outro. Os ninhos situam-se na copa de sobreiros, pinheiros ou eucaliptos nas zonas de reflorestação. A postura típica consta de quatro a cinco ovos de 130 gramas incubados durante 43 dias. Normalmente desenvolvem-se até três crias, embora esta tendência tenha diminuído devido ao uso de pesticidas que aumentam o número de ovos estéreis. As crias abandonam os ninhos entre os 65 e 78 dias, continuando a ser alimentadas pelos progenitores durante quatro meses até tornarem-se independentes.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





