Ambystoma mexicanum
📷 Juan Cruzado Cortés · CC-BY-SA ·fonte
Anfíbio Criticamente em perigo CR

Ambystoma mexicanum

Ambystoma mexicanum · species

O axolote é uma salamandra que mantém características larvais aquáticas a vida toda, com brânquias externas e capacidade extraordinária de regenerar partes do corpo.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento15 a 45 cm (mais comum: 23 cm)
HabitatLagos e áreas alagadas do planalto mexicano, especialmente Xochimilco e Chalco
ConservaçãoCriticamente ameaçado de extinção; população selvagem estimada entre 50 e 1.000 indivíduos

O axolote (Ambystoma mexicanum) é uma salamandra única que conserva características larvais aquáticas durante toda a vida, mantendo brânquias externas em vez de sofrer metamorfose como a maioria dos anfíbios. Essa neotenia não é exclusiva da espécie: outras salamandras da família Ambystomatidae, como a salamandra-tigre e o Necturus, apresentam traços semelhantes. O nome vem do náuatle axolotl, que significa aproximadamente "monstro aquático", e na mitologia asteca era associado ao deus Xolotl.

Originalmente, os axolotes habitavam lagos e áreas alagadas no planalto mexicano, especialmente em Xochimilco e Chalco. Após a colonização espanhola, a maior parte de seu habitat natural foi destruída, pois os lagos foram drenados para dar lugar à atual Cidade do México. Permaneceu como habitat natural apenas regiões próximas à capital mexicana, incluindo o lago Xochimilco e o lago Chignahuapan, no estado de Puebla.

Características físicas

Um axolote adulto mede entre 15 e 45 cm, sendo 23 cm o comprimento mais comum. Raramente encontram-se espécimes com mais de 30 cm. Possuem cabeças amplas, olhos sem pálpebras e barbatanas caudais que se estendem do final da cabeça por toda a extensão da cauda. Essas características larvais persistem porque a espécie apresenta tireoide rudimentar e não há liberação dos hormônios tireoideanos essenciais para a metamorfose. Os machos são identificáveis apenas na época de reprodução pela presença de cloacas pronunciadas e de aspecto redondo. O genoma do axolote é o maior já sequenciado, com cerca de 32 bilhões de pares de bases, dez vezes maior que o genoma humano.

Regeneração

A espécie é notável pela sua capacidade regenerativa. O axolote consegue regenerar membros inteiros através de desdiferenciação celular, reconstruindo estruturas complexas como nervos, musculatura, ossos e vasos sanguíneos. É também capaz de reparar completamente metade de seu coração ou cérebro. Essas propriedades regenerativas são frequentemente estudadas em laboratório e representam um campo importante de pesquisa científica.

Estado de conservação

Apesar de terem sido parte importante da dieta dos povos indígenas durante o período colonial, os axolotes estão criticamente ameaçados de extinção na natureza. A população selvagem estimada varia entre 50 e 1.000 indivíduos. O declínio é atribuído à perda de habitat, poluição e espécies invasoras como tilápia e carpa. Um artigo publicado na revista Nature em 2017 mostrou a progressão preocupante: em 1998 havia 6.000 axolotes por quilômetro quadrado em Xochimilco; em 2000 este número caiu para 1.000; em 2008 para 100; e em 2018 havia menos de 35 por quilômetro quadrado. Felizmente, existem grandes populações em cativeiro, e a espécie tornou-se comum em laboratórios, aquários e como animal de estimação, embora isso traga problemas relacionados à baixa diversidade genética.

Ambystoma mexicanum
📷 Juan Cruzado Cortés · CC-BY-SA

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