Proteus anguinus
Proteus anguinus · species
Anfíbio cego das cavernas subterrâneas do sul europeu, o proteus é o único cordado europeu que vive exclusivamente em escuridão, respirando através de brânquias externas avermelhadas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 20–30 cm (até 40 cm em alguns exemplares) |
|---|---|
| Desenvolvimento embrionário | 140 dias |
| Maturação larvar | Quase 4 meses para ganhar aparência adulta |
| Postura | Até 70 ovos de cerca de 12 mm de diâmetro |
| Tamanho dos girinos ao eclodir | 2 cm de comprimento |
| Habitat | Águas subterrâneas das cavernas dos carstes dináricos do sul europeu |
| Dieta | Peixes e outros animais aquáticos (sensível a baixas concentrações de compostos orgânicos) |
O proteus é um anfíbio cego endémico às águas subterrâneas das cavernas dos carstes dináricos do sul europeu. Habita as águas que fluem sob o solo na região calcária que inclui a bacia do rio Soča, perto de Trieste, Itália, estendendo-se pelo sul da Eslovénia, sudoeste da Croácia e Herzegovina. É o único representante europeu da família Proteidae e o único cordado europeu que vive exclusivamente em zonas sem luz de cavernas.
A adaptação mais notável do proteus é sua vida em escuridão completa. Os olhos são subdesenvolvidos, deixando-o cego, enquanto o olfacto e a audição desenvolveram-se bastante. Sua pele não possui pigmentação, e ao contrário da maioria dos anfíbios, o proteus é exclusivamente aquático: come, dorme e reproduz-se na água, mantendo características larvares como brânquias externas durante a vida adulta.
Características anatómicas
O corpo é esguio e cilíndrico, com tronco de grossura uniforme. Os membros são pequenos e finos, apresentando uma redução no número de dígitos: as patas dianteiras têm três dedos em vez de quatro, e as traseiras dois em vez de cinco. A pele amarelo-esbranquiçada ou rosada contém muito pouco do pigmento riboflavina, permitindo ver os órgãos internos por transparência no abdómen. Nos jovens adultos, os olhos regredidos situam-se bem sob a derme e são raramente visíveis. A cabeça em forma de pêra termina num focinho curto e achatado. Respira através de dois tufos de brânquias externas ramificadas na parte posterior da cabeça, com cor avermelhada porque o sangue oxigenado aparece através da pele não pigmentada. Possui pulmões rudimentares cujo papel na respiração é meramente acessório.
Órgãos sensoriais e desenvolvimento
O sistema sensorial compensa a falta de visão: o epitélio nasal é mais espesso do que em outros anfíbios, permitindo sentir concentrações muito baixas de compostos orgânicos na água. O ouvido interno é diferenciado para receber ondas sonoras e vibrações do solo, com melhor sensibilidade entre 10 Hz e 15 000 Hz. Experimenta heterocronia — não sofre metamorfose e mantém morfologia larvar mesmo após atingir a maturidade sexual. O desenvolvimento embrionário demora 140 dias, e a larva ganha aparência adulta com quase quatro meses. A fêmea deposita até 70 ovos com cerca de 12 mm de diâmetro entre rochas, onde permanecem sob sua protecção. Os girinos têm 2 cm de comprimento ao eclodir e vivem da gema armazenada no trato digestivo durante um mês.
Galeria
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