Proteus anguinus
📷 Lennart Hudel · CC-BY ·fonte
Anfíbio Vulnerável VU

Proteus anguinus

Proteus anguinus · species

Anfíbio cego das cavernas subterrâneas do sul europeu, o proteus é o único cordado europeu que vive exclusivamente em escuridão, respirando através de brânquias externas avermelhadas.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento20–30 cm (até 40 cm em alguns exemplares)
Desenvolvimento embrionário140 dias
Maturação larvarQuase 4 meses para ganhar aparência adulta
PosturaAté 70 ovos de cerca de 12 mm de diâmetro
Tamanho dos girinos ao eclodir2 cm de comprimento
HabitatÁguas subterrâneas das cavernas dos carstes dináricos do sul europeu
DietaPeixes e outros animais aquáticos (sensível a baixas concentrações de compostos orgânicos)

O proteus é um anfíbio cego endémico às águas subterrâneas das cavernas dos carstes dináricos do sul europeu. Habita as águas que fluem sob o solo na região calcária que inclui a bacia do rio Soča, perto de Trieste, Itália, estendendo-se pelo sul da Eslovénia, sudoeste da Croácia e Herzegovina. É o único representante europeu da família Proteidae e o único cordado europeu que vive exclusivamente em zonas sem luz de cavernas.

A adaptação mais notável do proteus é sua vida em escuridão completa. Os olhos são subdesenvolvidos, deixando-o cego, enquanto o olfacto e a audição desenvolveram-se bastante. Sua pele não possui pigmentação, e ao contrário da maioria dos anfíbios, o proteus é exclusivamente aquático: come, dorme e reproduz-se na água, mantendo características larvares como brânquias externas durante a vida adulta.

Características anatómicas

O corpo é esguio e cilíndrico, com tronco de grossura uniforme. Os membros são pequenos e finos, apresentando uma redução no número de dígitos: as patas dianteiras têm três dedos em vez de quatro, e as traseiras dois em vez de cinco. A pele amarelo-esbranquiçada ou rosada contém muito pouco do pigmento riboflavina, permitindo ver os órgãos internos por transparência no abdómen. Nos jovens adultos, os olhos regredidos situam-se bem sob a derme e são raramente visíveis. A cabeça em forma de pêra termina num focinho curto e achatado. Respira através de dois tufos de brânquias externas ramificadas na parte posterior da cabeça, com cor avermelhada porque o sangue oxigenado aparece através da pele não pigmentada. Possui pulmões rudimentares cujo papel na respiração é meramente acessório.

Órgãos sensoriais e desenvolvimento

O sistema sensorial compensa a falta de visão: o epitélio nasal é mais espesso do que em outros anfíbios, permitindo sentir concentrações muito baixas de compostos orgânicos na água. O ouvido interno é diferenciado para receber ondas sonoras e vibrações do solo, com melhor sensibilidade entre 10 Hz e 15 000 Hz. Experimenta heterocronia — não sofre metamorfose e mantém morfologia larvar mesmo após atingir a maturidade sexual. O desenvolvimento embrionário demora 140 dias, e a larva ganha aparência adulta com quase quatro meses. A fêmea deposita até 70 ovos com cerca de 12 mm de diâmetro entre rochas, onde permanecem sob sua protecção. Os girinos têm 2 cm de comprimento ao eclodir e vivem da gema armazenada no trato digestivo durante um mês.

Proteus anguinus
📷 Robin Fokker · CC-BY
Proteus anguinus
📷 Christoph Moning · CC-BY

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes