Íbex
Capra ibex · species
O íbex-dos-alpes é um caprino montanhoso que quase desapareceu por caça, mas se recuperou completamente graças a programas de reintrodução desde o século XX.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Gestação | Aproximadamente 167 dias |
|---|---|
| Longevidade | 15 a 17 anos (machos); 20 a 22 anos (fêmeas) |
| Habitat | Terrenos íngremes e prados alpinos abertos, até 3.300 metros de altitude |
| Filhotes por parto | Geralmente um único filhote |
| Época de nascimento | Início de junho até meados de julho |
| Maturidade sexual | 18 meses de idade |
| Conservação | Pouco preocupante (IUCN) |
O íbex-dos-alpes (Capra ibex) é um mamífero caprino que habita as regiões montanhosas dos Alpes europeus. Apresenta dimorfismo sexual evidente: os machos são maiores e possuem chifres consideravelmente mais longos que as fêmeas. A pelagem é marrom-acinzentada.
Estes animais vivem em terrenos íngremes e acidentados, frequentando prados alpinos abertos. Seus cascos afiados lhes permitem escalar encostas abruptas e penhascos, alcançando altitudes de até 3.300 metros. Machos e fêmeas formam grupos separados fora da época de acasalamento, que ocorre no outono.
O ciclo reprodutivo tem uma gestação de aproximadamente 167 dias. As fêmeas dão à luz geralmente um único filhote entre o início de junho e meados de julho. Ambos os sexos atingem maturidade sexual aos 18 meses, embora os machos só consigam se reproduzir em idades mais avançadas devido a restrições sociais do grupo.
Nos grupos, machos dominantes adotam a tática de "cuidado", cortejando fêmeas no cio para garantir acesso exclusivo ao acasalamento. Machos jovens e subordinados usam a estratégia alternativa de "perseguição", buscando oportunidades temporárias com fêmeas separadas do macho dominante.
Conservação e história
Durante séculos o íbex-dos-alpes sofreu declínio pela caça intensiva, pois partes de seu corpo eram procuradas por supostas propriedades terapêuticas. No início do século XIX, restavam apenas cem indivíduos na região do Gran Paradiso, na fronteira entre Itália e França. Em 1854, o Rei Vítor Emanuel II declarou Gran Paradisa reserva de caça real, oferecendo proteção pessoal. Em 1920, o Rei Vítor Emanuel III doou o território para criar o Parque Nacional de Gran Paradiso. Graças à proteção ativa e programas de reintrodução no século XX, a espécie se recuperou em todo o arco alpino, com reintrodução em colônias na França, Itália, Suíça, Áustria, Alemanha, Eslovênia e Bulgária. Entre 2008 e 2017 estimava-se cerca de 53 mil indivíduos. Atualmente é classificada como pouco preocupante pela IUCN.
Galeria
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