Lince-ibérico
Lynx pardinus · species
O lince-ibérico é um felino endémico da Península Ibérica especializado na caça de coelhos, cuja população foi recuperada de um estado crítico através de programas de reintrodução.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento (cabeça e corpo) | 85–110 cm |
|---|---|
| Cauda | 12–30 cm |
| Altura dos ombros | 60–70 cm |
| Peso (macho) | 12,9–26,8 kg |
| Peso (fêmea) | 9,4 kg |
| Longevidade máxima na natureza | 13 anos |
| Dieta | Coelhos (79,5–86,7%), lebres (5,9%), roedores (3,2%) |
| Habitat | Pastagens abertas com arbustos densos, florestas mediterrâneas, matagais montanhosos |
| Distribuição | Península Ibérica (Doñana, Andújar-Cardeña e outras áreas) |
| Estado de conservação | Vulnerável (desde 2024) |
O lince-ibérico é um felino da família Felidae que apresenta características típicas do género Lynx: orelhas peludas, pernas longas, cauda curta e um colar de pelo semelhante a uma barba. Diferentemente de seus parentes euroasiáticos, possui uma coloração castanho-amarelada com manchas, e o seu pelo é mais curto, adaptado a ambientes menos rigorosos do ponto de vista climático. O tamanho das manchas e sua intensidade variam entre populações e tendem a ser mais evidentes durante os meses de verão.
Do ponto de vista anatômico, o lince-ibérico é um caçador altamente especializado com adaptações que o tornam eficiente na captura de pequenas presas. Possui um crânio encurtado que maximiza a força da mordedela dos caninos, focinhos mais estreitos e mandíbulas mais longas comparadas a felinos que caçam presas maiores. Como todos os felídeos, tem pupilas verticais e visão excepcional em ambientes com pouca luz, além de reflexos apurados, bigodes que proporcionam dados táteis precisos e audição aguçada. A maioria dos indivíduos é silenciosa, exceto quando ameaçada ou quando juvenis estão em perigo.
Habitat e alimentação
Endémico da Península Ibérica, o lince-ibérico é um especialista na caça de coelhos-europeus, que constituem 79,5 a 86,7% de sua dieta. A alimentação complementa-se com lebras e, ocasionalmente, roedores. Um macho necessita de um coelho por dia, enquanto uma fêmea grávida consome três. A espécie não consegue alterar significativamente sua dieta quando as populações de coelhos diminuem. Prefere ambientes heterogéneos com pastagens abertas intercaladas com arbustos densos como medronheiro, aroeira e zimbros, além de árvores como azinheira e sobreiro. Está agora restrito principalmente a áreas montanhosas, com poucos grupos em florestas de várzea ou matagais maquis, e evita plantações de pinheiro e eucalipto. No Parque Nacional de Doñana, ocupa florestas mediterrâneas de bosques e arbustos frequentemente associados a cursos de água.
Conservação
O lince-ibérico esteve classificado como espécie em perigo crítico até 2015, mantendo-se como espécie em perigo até 2024. É o carnívoro em maior risco na Europa. Os fatores responsáveis pelo seu declínio incluem a perda de habitat de matagal pelo desenvolvimento humano, mudanças no uso do solo como o monocultivo de árvores, construção de barragens e estradas, além da queda acentuada das populações de coelhos devido a doenças. Os atropelamentos com veículos constituem a principal causa de morte não natural. Programas de reprodução em cativeiro e reintrodução aumentaram progressivamente o número de indivíduos: em 2013 havia 309 exemplares selvagens na Andaluzia, em 2017 a população total era de 475 espécimes, em 2022 atingiu 1 668 indivíduos (261 em Portugal), e em 2024 alcançou 2 021 espécimes, o que levou à reclassificação da espécie de em perigo para vulnerável.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





