Macaca fascicularis
Macaca fascicularis · species
Macaco do Velho Mundo nativo do Sudeste Asiático, adaptado à presença humana e conhecido por sua longa cauda.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento do corpo | 38–55 cm |
|---|---|
| Comprimento da cauda | 40–60 cm |
| Peso (machos) | 5–9 kg |
| Peso (fêmeas) | 3–7 kg |
| Habitat | Florestas primárias e secundárias, florestas costeiras, manguezais |
| Distribuição | Sudeste Asiático (Bangladesh, Malásia, Sumatra, Java, Bornéu, Filipinas, Ilhas Nicobar) |
| Conservação | Pouco preocupante (IUCN); Apêndice II (CITES) |
Macaca fascicularis é um macaco do Velho Mundo nativo do Sudeste Asiático, membro da subfamília Cercopithecinae. O nome científico vem do português "macaco" e do latim "fascicularis", que significa pequena banda ou listra, possivelmente relacionado à coloração do animal. Conhecido popularmente como macaco-caranguejeiro, também recebe o nome de macaco-cinomolgo em laboratórios e é chamado de "crab-eating macaque" em inglês por forragear nas praias em busca de caranguejos.
Características
O comprimento do corpo varia entre 38 e 55 centímetros conforme a subespécie, com braços e pernas curtos. A cauda é notavelmente maior que o corpo, medindo entre 40 e 60 centímetros. Machos são maiores que fêmeas: pesam entre 5 e 9 quilogramas, enquanto as fêmeas pesam entre 3 e 7 quilogramas.
Habitat e distribuição
Vive em variedade ampla de habitats, incluindo florestas primárias de terras baixas, florestas secundárias, florestas costeiras de nypa e manguezais. Adapta-se facilmente à presença humana e prefere habitats perturbados e periferias de florestas. Sua distribuição nativa inclui o Sudeste Asiático, do extremo sul de Bangladesh, Malásia, e nas ilhas de Sumatra, Java e Bornéu, nas Filipinas e ilhas Nicobar no Golfo de Bengala. Foi introduzido em Hong Kong, oeste da Nova Guiné, Palau e Maurícia, onde frequentemente se torna uma ameaça às espécies nativas em ecossistemas insulares.
Relação com humanos
Convive com seres humanos por toda sua distribuição geográfica e tolera bem a presença humana. Em algumas áreas, sua presença possui valor religioso, como observado em templos em Bali, Tailândia e Camboja. Em outras áreas, causa conflitos principalmente com fazendeiros. A espécie é bastante utilizada em experimentos médicos, especialmente em neurociência e doenças, devido à semelhança fisiológica com humanos. Pode transmitir infecções para pessoas, incluindo Herpesvirus simiae e Plasmodium knowlesi, um parasita que causa malária nessa espécie mas pode infectar humanos.
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





