Atum
Thunnus thynnus · species
O atum-rabilho é um predador pelágico de topo que pode alcançar 3 metros de comprimento e 650 kg, migrando entre o Atlântico e o Mediterrâneo. Espécie em perigo de extinção pela pesca excessiva.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | até 3 m (máximo 4,58 m registrado) |
|---|---|
| Peso | até 650 kg (máximo 684 kg registrado) |
| Velocidade | 80-90 km/h em períodos curtos |
| Longevidade | mais de 15 anos |
| Maturidade sexual | 4-5 anos |
| Dieta | Carnívoro (peixes pelágicos, sardinhas, chicharros, arenques) |
| Habitat | Atlântico Norte, Mar Mediterrâneo, águas pelágicas |
| Conservação | Em perigo de extinção |
O atum-rabilho, nome científico Thunnus thynnus, pertence à família Scombridae e é um dos maiores atuns conhecidos. Apresenta corpo fusiforme robusto, com dorso azul-escuro quase negro e ventre prateado. A primeira barbatana dorsal é amarela ou amarelo-azulada, enquanto a segunda tem coloração castanha ou vermelha. Diferencia-se de outras espécies pelo fato da barbatana peitoral não chegar à inserção da segunda dorsal e por possuir apenas 34 a 43 dentes no primeiro arco branquial.
Como espécie pelágica, o atum-rabilho forma cardumes pouco numerosos que se deslocam a altas velocidades, usualmente entre 80 e 90 km/h durante períodos curtos. Realiza migrações periódicas conhecidas há séculos, deslocando-se desde o Golfo do México e Flórida até ao Mar Cantábrico. Prefere águas com temperaturas em torno dos 20 °C, embora tolere variações entre 5 °C e 30 °C.
Atinge a maturidade sexual aos 4-5 anos de idade, com tamanho de 1,0 a 1,2 metros e peso de 15 a 25 quilogramas. É estritamente carnívoro, alimentando-se de pequenos peixes pelágicos como sardinhas, chicharros e arenques. Realiza migrações do Atlântico ao Mediterrâneo para desovar nos meses de maio ou junho, retornando posteriormente para mares mais frios durante o inverno.
A população de atum-rabilho sofreu declínio severo devido à pesca intensiva. A Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico constatou que a população do Atlântico ocidental diminuiu 90% desde a década de 1970, enquanto a do Mediterrâneo decresceu 50% no mesmo período. A biomassa de reprodutores caiu para apenas 20% dos níveis de 1970, levando a espécie a uma situação crítica de conservação.
Galeria
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