Urso-polar
Ursus maritimus · species
O urso-polar é o maior carnívoro terrestre conhecido, especializado em caçar focas nas regiões geladas do Ártico com adaptações morfológicas para sobreviver em temperaturas extremas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Dieta | Carnívoro (principalmente focas) |
|---|---|
| Habitat | Círculo polar Ártico e áreas continentais adjacentes |
| Conservação | Vulnerável (IUCN); 8 de 19 subpopulações em declínio |
| Registro fóssil mais antigo | 130 000 a 110 000 anos |
O urso-polar é um mamífero carnívoro da família Ursidae encontrado no círculo polar Ártico. Trata-se do maior carnívoro terrestre conhecido e também do maior urso, com tamanho aproximadamente igual ao do urso-de-kodiak. Embora relacionado ao urso-pardo, evoluiu para ocupar um nicho ecológico específico, com características morfológicas adaptadas para temperaturas baixas, deslocamento sobre neve e gelo, além de movimentação aquática e captura de focas, que constitui a maior porção de sua alimentação.
A distribuição geográfica do urso-polar abrange o círculo polar ártico e áreas continentais adjacentes, em territórios de cinco países: Dinamarca (Groenlândia), Noruega (Svalbard), Rússia, Estados Unidos (Alasca) e Canadá. Os limites meridionais variam conforme a disposição anual do gelo flutuante e permanente durante o inverno. A espécie foi registrada até 88º de latitude norte e em regiões ao sul como a ilha St. Matthew, ilhas Pribilof no mar de Bering, baía de James e ilha de Terra Nova. Avistamentos esporádicos ocorrem na Noruega continental e ilhas Kurilas, com animais errantes ocasionalmente chegando à Islândia.
Geneticamente, análises de DNA mitocondrial e nuclear confirmaram o parentesco próximo com o urso-pardo, porém restabeleceram a monofilia de ambas as espécies em 2012. Híbridos férteis entre ursos-polares e pardos são conhecidos em cativeiro e extremamente raros na natureza. O registro fóssil mais antigo da espécie é uma mandíbula datada de 130 mil a 110 mil anos, encontrada em Prince Charles Foreland, Svalbard, em 2004, indicando que o urso-polar era já uma espécie distinta há pelo menos 110 mil anos.
Quanto à estrutura populacional, em 1993 foram formalizadas quinze subpopulações, número que subiu para dezenove em 2009. Estes grupos apresentam fidelidade sazonal a áreas específicas e similaridade genética, sem evidências de evolução separada por períodos significativos. A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) classifica a espécie como "vulnerável", com oito das dezenove subpopulações em declínio. As principais ameaças incluem desenvolvimento regional com exploração de petróleo e gás natural, contaminação por poluentes, caça predatória e efeitos da mudança climática no habitat.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





