Arminho
Mustela erminea · species
O arminho é um pequeno carnívoro mustelídeo nativo da Eurásia e do norte da América do Norte, com corpo alongado e cauda proporcionalmente longa que ajuda em seus movimentos ágeis.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento do corpo | 187–325 mm (machos); 170–270 mm (fêmeas) |
|---|---|
| Comprimento da cauda | 75–120 mm (machos); 65–106 mm (fêmeas) |
| Peso | 258 g (machos em média); menos de 180 g (fêmeas) |
| Dieta | Carnívoro |
| Habitat | Circumboreal (Europa, Ásia, América do Norte); do nível do mar a 3.000 metros de altitude |
| Conservação | Menos preocupante (UICN) |
O arminho é um pequeno carnívoro mustelídeo pertencente ao grupo das doninhas, nativo da Eurásia e das porções do norte da América do Norte. Sua ampla distribuição circumpolar o coloca na categoria menos preocupante da Lista Vermelha da UICN. Embora semelhante à doninha-anã em proporções gerais, destaca-se pela cauda relativamente mais longa, que sempre excede um terço do comprimento do corpo. Há 42 subespécies classificadas de acordo com a distribuição geográfica.
Características físicas
O arminho tem pescoço alongado e corpo quase cilíndrico, com a cabeça posicionada excepcionalmente à frente dos ombros. Seus olhos são redondos e pretos, ligeiramente salientes, enquanto as orelhas são curtas e arredondadas. As garras não são retráteis e proporcionalmente grandes em relação aos dedos, totalizando cinco em cada pé. O dimorfismo sexual é pronunciado: machos medem em média 187–325 milímetros de comprimento do corpo e pesam cerca de 258 gramas, enquanto fêmeas medem 170–270 milímetros e pesam menos de 180 gramas. A cauda mede 75–120 milímetros nos machos e 65–106 milímetros nas fêmeas. Apresenta grandes glândulas odoríferas anais que medem 8,5 × 5 milímetros nos machos e menores nas fêmeas, além de glândulas também presentes nas bochechas, barriga e flancos.A pelagem é muito densa e sedosa no inverno, enquanto no verão torna-se mais áspera, curta e esparsa. Durante o período quente, é marrom-areia nas costas e cabeça, branco abaixo, com divisão geralmente reta entre o dorso escuro e a barriga clara.
Evolução e história
O ancestral direto do arminho foi Mustela palerminea, um carnívoro comum na Europa central e oriental durante o Pleistoceno Médio. O arminho é o produto de um processo evolutivo que começou há 5 a 7 milhões de anos, quando as florestas do norte foram substituídas por pastagens abertas, levando a uma evolução explosiva de pequenos roedores escavadores. Seus ancestrais eram maiores e sofreram redução de tamanho ao explorar essa nova fonte de alimento. O arminho surgiu primeiro na Eurásia e prosperou durante a Idade do Gelo, pois seu tamanho pequeno e corpo longo permitiam que operasse facilmente sob a neve e caçasse em tocas.Distribuição e impacto
O alcance circumpolar do arminho se estende por toda a América do Norte, Europa e Ásia, do nível do mar até três mil metros de altitude. Na Europa, distribui-se até 41ºN em Portugal. Introduzido no final do século XIX na Nova Zelândia para controlar coelhos, o arminho teve efeito devastador nas populações de aves nativas, constando na lista das 100 espécies exóticas invasoras mais daninhas do mundo segundo a UICN.Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





