Beta-siamês
Betta splendens · species
Peixe agressivo do Sudeste Asiático que respira ar atmosférico através de órgãos especiais chamados labirintos, permitindo viver em águas com pouco oxigênio.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | aproximadamente 6,5 cm |
|---|---|
| Dieta | zooplânctons, crustáceos, larvas de mosquito e outros insetos aquáticos |
| Habitat | margens de arrozais, regatos, pequenos lagos, pântanos e águas rasas com baixa movimentação |
Betta splendens é um peixe da família Osphronemidae originário do Sudeste Asiático, particularmente da região da Indochina. Conhecido como betta no Brasil, peixe-beta em Angola ou combatente em Portugal, destaca-se pela agressividade pronunciada, especialmente entre machos. Um macho pode conviver harmoniosamente com outras espécies dóceis em aquários grandes e bem decorados, mas em espaços reduzidos até as fêmeas desenvolvem comportamento agressivo. Fêmeas só toleram a proximidade umas das outras em aquários amplos e com número ímpar de indivíduos.
Características e habitat
Na natureza, apresenta coloração discreta acastanhada que se camufla no ambiente, com alguns tons de vermelho e azul nas barbatanas. Seres de menor porte e menos agressivos que as formas domesticadas, ocupam as margens de campos de arrozais, regatos e pequenos lagos. Possuem quatro nadadeiras (dorsal, anal, ventral e caudal), com machos exibindo nadadeiras consideravelmente maiores que as fêmeas. Alcançam aproximadamente 6,5 cm de comprimento.
Respiram ar atmosférico graças a órgãos chamados labirintos, que conduzem o ar próximo à corrente sanguínea, possibilitando difusão gasosa com o sangue. Por isso toleram bem águas pobres em oxigênio, embora não suportem ambientes poluídos.
Reprodução e comportamento
O sistema social é territorial, intensificado na época de reprodução (estação chuvosa), quando machos defendem um território constituído ao redor de um ninho-bolha que eles mesmos constroem e mantêm. Fêmeas visitam os machos, que as cortejam até que libertem os ovos. O macho fertiliza e coloca os óvulos no ninho, expulsando a fêmea em seguida. A reprodução em cativeiro é relativamente simples, requerendo um aquário de no mínimo 30 litros e um pequeno recipiente transparente. Após construção do ninho e cortejo, ocorre o abraço nupcial em que a fêmea liberta os ovos, fertilizados e recolhidos pelo macho. Alguns alevinos eclódem em 3 ou 4 dias e, após absorver o saco vitelino, passam a nadar horizontalmente. Nessa fase o macho deve ser separado para evitar predação.
Alimentam-se de zooplânctons, crustáceos, larvas de mosquito e outros insetos aquáticos, sendo basicamente insetívoros que não consomem vegetação. Em cativeiro recebem rações paletizadas ou alimentos congelados. As formas domesticadas atuais resultam de seleção artificial em duas direções: aprimoramento ornamental com barbatanas alongadas e corpo colorido, ou criação de exemplares mais agressivos para torneios de luta, tipicamente com barbatanas curtas e maior tamanho.
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





