Peixe-lua
Mola mola · species
O peixe-lua é o peixe ósseo mais pesado do mundo, capaz de nadar ativamente a velocidades comparáveis às de salmões e tubarões, contrariando antigas suposições sobre sua locomoção.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Peso | até 2,7 toneladas (maior exemplar encontrado) |
|---|---|
| Altura | até 3,3 m |
| Velocidade | 0,4 a 0,7 m/s (1,4 a 2,5 km/h) |
| Dieta | Zooplâncton, cnidários, crustáceos (Malacostraca), peixes (Actinopterygii), hidrozários e outros invertebrados marinhos |
| Habitat | Zona pelágico-oceânica de águas tropicais e temperadas (12°C a 25°C); superfície até 480 m de profundidade, geralmente 30-70 m |
| Distribuição | Pacífico (Columbia Britânica a Chile), Atlântico (Escandinávia a Argentina), também no Mar Negro |
O peixe-lua (Mola mola) é um peixe ósseo da família Molidae e o mais pesado de toda a classe. Sua morfologia distintiva resulta da degeneração da coluna vertebral: a nadadeira caudal foi substituída por uma estrutura rígida chamada clavus. Apesar dessa ausência, é um nadador ativo e ágil, contrariando décadas de pesquisa que o descrevia como um organismo que flutuava passivamente. Sua pele áspera e sem escamas varia de cinza escuro a prata-esbranquiçado com padrão único de pigmentação.
Não possui vesícula gasosa como outros peixes. Em seu lugar, uma camada subcutânea gelatinosa chamada cápsula fornece flutuabilidade positiva através de elastina, colágeno e lipídios. Essa cápsula também facilita movimentos verticais rápidos sem alteração na flutuabilidade e contém dois compartimentos que alojam músculos das nadadeiras dorsal e anal. As nadadeiras anal e dorsal são particularmente longas e batem em sincronia, gerando impulso semelhante ao voo de pássaros. Indivíduos adultos batem essas nadadeiras mais rapidamente que jovens, compensando a diminuição de eficiência natatória com a idade.
Sua dieta é mais diversa do que se pensava. Indivíduos menores possuem regime alimentar generalista com múltiplas presas, enquanto peixes maiores que 0,8 m baseiam-se em zooplâncton pelágico, especialmente cnidários. Estudos com juvenis identificaram 41 itens alimentares de cinco filos, com destaque para Malacostraca (37%), Actinopterygii (24%) e Hydrozoa (15%).
O peixe-lua distribui-se em águas tropicais e temperadas entre 12°C e 25°C, desde a superfície até 480 m de profundidade, habitualmente entre 30 e 70 m. Migra conforme as estações: no Atlântico Norte ocidental, move-se para o Golfo de Maine na primavera, recua para águas costeiras no verão e retorna a zonas tropicais no outono. Ocorre desde o leste do Pacífico (Columbia Britânica a Chile) até o Atlântico (Escandinávia a Argentina), e foi registrado recentemente no Mar Negro.
Estudos com transmissores acústicos revelaram que nada a velocidades entre 0,4 e 0,7 m/s, comparáveis às de salmões, marlins e tubarões pelágicos. Durante o dia, mergulha repetidamente para camadas frias abaixo da termoclina; à noite, permanece em águas mais quentes acima ou dentro da termoclina, comportamento associado à captura contínua de presas que também migram verticalmente.
Galeria
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