Silurus glanis
Silurus glanis · species
O Silurus glanis é o maior peixe de águas interiores da Europa, alcançando até 3 metros de comprimento e 150 kg, com hábitos bentônicos e ictiófagos.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | até 3.000 mm |
|---|---|
| Peso | até 150.000 g |
| Dieta | Peixes, pequenos mamíferos e aves |
| Habitat | Água doce, rios e bacias europeias; águas salobras do Báltico e Mar Negro |
| Distribuição original | Europa Central e Sudeste: Danúbio, Reno, Elba, Doubs até bacia do Aral, Turquia e Afeganistão |
O Silurus glanis, conhecido como siluro, é um grande peixe de água doce frequentemente confundido com o peixe-gato comum, cujo comprimento não ultrapassa 30 cm. Originário dos grandes rios da Europa Central, ocorre atualmente como espécie invasora em diversos cursos de água europeus, incluindo os rios Tejo, Ebro, Zêzere e Ródano.
O siluro é o maior peixe de águas interiores da Europa e uma das maiores espécies de peixes de água doce. Em condições favoráveis, pode alcançar até três metros de comprimento e 150 kg de peso, embora não haja registos de espécimes com essas dimensões nos últimos 100 anos. Trata-se de um peixe bentônico e ictiófago, dotado de 6 barbilhos: dois longos na parte superior da mandíbula e quatro menores por baixo. Alimenta-se sobretudo ao anoitecer, sendo sua dieta composta principalmente por peixes, embora pescadores desportivos tenham relatado encontrar pequenos mamíferos e aves no estômago desses peixes.
Habitat
O habitat original do siluro estende-se desde o Elba e do Doubs, no leste da França, até ao leste e sudeste da Europa, com exceção da costa do Mediterrâneo. Sua distribuição alcança a bacia do Aral, Turquia e Afeganistão. A existência do siluro no Danúbio e no Reno, onde era endêmico, está registada em L'Histoire Naturelle de Buffon, editada no século XIX. A espécie está também presente no Mar Cáspio e em zonas de águas salobras do Báltico e do Mar Negro. Registos fósseis indicam que anteriormente viveu também a norte do Reno e de seus afluentes, chegando até ao Mar do Norte.
Introdução como espécie invasora
A introdução do siluro em Espanha foi responsabilidade do biólogo alemão Roland Lorkowsky em 1974, que introduziu no Ebro 32 juvenis procedentes do Danúbio. Em Portugal, o processo de introdução permanece desconhecido. Até 2012, foram avistados siluros nos rios Tejo, Pônsul, Ocreza, Guadiana e Zêzere, expandindo-se posteriormente para o Baixo Mondego em 2014 e várias albufeiras do Ribatejo e Alentejo. Segundo literatura recente, parece improvável que o S. glanis exerça pressão trófica significativa sobre peixes nativos, exceto quando outros impactos humanos já estiverem ocorrendo.
Significado cultural e uso alimentar
Devido ao seu tamanho e forma peculiar, o Silurus glanis é um peixe comestível bastante popular na Europa Central e Oriental. No leste europeu é pescado comercialmente e cada vez mais criado em aquacultura. Sua carne é branca, de sabor suave, poucas espinhas e teor de gordura entre seis e oito por cento, sendo comercializado fresco, seco, fumado ou salgado. No Mar Cáspio as ovas são utilizadas como caviar. No século quatro, o poeta Decimus Magnus Ausonio o descreveu como nostrae mitis Balaena Mosellae ("baleia gentil do nosso Mosel").
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





