Bisonte-europeu
Bison bonasus · species
O bisonte-europeu é o maior animal terrestre remanescente da Europa. Quase extinto no século XX, foi recuperado através de programa de reintrodução com sucesso.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 2,1 a 3,5 metros |
|---|---|
| Altura no ombro | 1,60 a 1,95 metros |
| Cauda | 30 a 80 centímetros |
| Peso (machos) | média de 634 kg, até 1000 kg ou mais |
| Peso (fêmeas) | média de 424 kg |
| Peso ao nascer | 15 a 35 kg |
| Habitat | Europa Oriental, Cáucaso Ocidental, parques florestais |
| Conservação | Vulnerável (mudou de Em Perigo em 1996) |
O bisonte-europeu é o maior animal terrestre remanescente da Europa. Descende teoricamente de um híbrido entre um auroque e um bisonte-da-estepe, embora o bisão do bosque do Pleistoceno tenha sido sugerido como antepassado alternativo.
Na antiguidade, ocupava vasta região que se estendia desde as ilhas Britânicas e a Península Ibérica até a Sibéria Ocidental, e da Escandinávia ao Cáucaso e noroeste do Irã. Alguns foram utilizados no Coliseu de Roma, enfrentando gladiadores e outros animais. A exploração humana reduziu progressivamente sua distribuição ao longo da história.
Em relação ao bisão-americano, o bisonte-europeu apresenta diferenças estruturais notáveis: possui 14 pares de costelas contra 15 do seu parente americano, é em média mais alto e tem pernas mais longas. Sua pelagem é mais curta na região do pescoço, cabeça e quartos dianteiros, enquanto chifres e cauda são mais alongados, adequados para lutas por encravamento de chifres como ocorre no gado doméstico.
Quase extinção e recuperação
No século XII já estava extinto em quase toda a Europa Ocidental, sobrevivendo apenas nas Ardenas até meados do século XIV. No Leste, vivia sob proteção de soberanos locais até que campanhas de caça intensificaram seu declínio. A Primeira Guerra Mundial acelerou o colapso: soldados matavam os bisões restantes para alimentação. Em 1919 foi morto o último indivíduo selvagem na Polônia, e em 1927 o último do mundo caiu para caçadores no Cáucaso Ocidental. Menos de 50 permaneciam vivos, todos em zoológicos.
A partir de 1951, iniciou-se com sucesso reintrodução de bisões criados em cativeiro. Em 2000 existiam 3000 indivíduos, todos descendentes de apenas 12 ancestrais. Em 2003 havia 1800 bisontes selvagens na Europa, número que subiu para 6200 em 2019. Manadas livres habitam o Cáucaso Ocidental na Rússia e o Parque Nacional Bialowieza, compartilhado pela Polônia, Bielorrússia e Ucrânia. Em 2022 foram reintroduzidos no Reino Unido. Vários jardins zoológicos em 30 países também mantêm indivíduos da espécie.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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