Eptesicus serotinus
📷 Mnolf · CC-BY-SA ·fonte
Mamífero Pouco preocupante LC

Eptesicus serotinus

Eptesicus serotinus · species

Morcego de porte médio robusto com pelagem castanha escura, abundante na Europa e presente em Portugal, caça ao amanhecer em zonas de vegetação.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Envergaduraaté cerca de 38 centímetros
PelagemCastanha, com tonalidade variável, frequentemente escura
Frequência vocalizações23-28 kHz, podendo raramente chegar aos 33 kHz
HabitatEdifícios, pontes, árvores, caixas-abrigo, falésias, orla de grutas
DietaGeneralista, principalmente insetívora
DistribuiçãoPaleártico: Europa, Médio Oriente, Cáucaso, Ásia central, China e Formosa
ConservaçãoPopulações estabilizadas, com declínio em algumas regiões europeias

O morcego-hortelão-escuro caracteriza-se pelo porte médio e robusto, exibindo pelagem castanha com tonalidades variáveis, frequentemente escura. Seu focinho e orelhas são pretos, assim como as membranas alares. A envergadura alcança cerca de 38 centímetros.

Assemelha-se ao morcego-hortelão-claro (Eptesicus isabellinus), diferindo principalmente pela pelagem mais escura e dimensões maiores. Ambas as espécies emitem vocalizações plásticas e adaptáveis, com frequências de máxima energia entre 23 e 28 kHz, podendo raramente atingir 33 kHz.

Distribuição e habitat

Espécie abundante e amplamente distribuída no Paleártico, ocorre em quase toda a Europa, ausente apenas a norte da Lituânia, Inglaterra e Suécia. Fora do continente europeu, habita o Médio Oriente, Cáucaso e estende-se até à Ásia central, China e Formosa. Em Portugal, é uma das espécies mais abundantes, distribuindo-se amplamente no continente, embora ausente das zonas mais quentes e secas como o interior Alentejano. Marca presença na Serra da Estrela, não sendo limitada pela altitude.

Encontra-se frequentemente nas imediações de edifícios, pontes e árvores. Relatos indicam sua presença em caixas-abrigo, falésias e orla de grutas. Na zona mediterrânica, especula-se que a maioria dos indivíduos hiberne em edifícios devolutos ou em falésias.

Alimentação e conservação

Trata-se de espécie generalista que caça tanto em zonas florestais quanto rurais e em espaços verdes urbanos. Privilegia voos ao rés das copas das árvores, caçando preferencialmente junto à orla da vegetação. Suas áreas de alimentação incluem courelas agricultadas, leitos de rios, florestas nas cercanias de cursos de água, charnecas e talhadas.

As populações encontram-se estabilizadas, embora algumas regiões europeias tenham registado declínio, como o sudeste de Inglaterra. As principais ameaças compreendem destruição ou intervenção em habitats, especialmente edifícios, uso abusivo de pesticidas e expansão da agricultura intensiva que reduz a disponibilidade de presas.

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes