garça-branca-pequena
📷 Matt Muir · CC-BY ·fonte
Ave Pouco preocupante LC

Garça-branca-pequena

Egretta thula · species

A garça-branca-pequena é uma ave branca com pernas pretas e patas amarelas que mede até 66 cm, ocorrendo nas Américas do Sul, Central e do Norte em pântanos e margens de rios.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento56–66 cm
Peso370 g
Envergadura1 m
Período de incubaçãoCerca de 24 dias
Tempo no ninho (filhotes)Cerca de 22 dias
Ovos por ninhadaAté 6
DietaPeixes, crustáceos, insetos, pequenos répteis, caracóis, sapos, vermes e lagostins
HabitatPântanos, margens de rios, lagos, piscinas, sapais e estuários
DistribuiçãoAméricas do Sul, Central e do Norte
Status de conservaçãoMenor preocupação (IUCN)

A garça-branca-pequena (Egretta thula) ocorre nas Américas temperadas e tropicais, com distribuição ampla no Brasil. Mede entre 56 e 66 centímetros de comprimento, apresenta plumagem branca, pelas desgrenhadas chamadas egretes no período reprodutivo, bico e pernas negros e patas amarelas brilhantes. Loros amarelos contornam a região entre o bico e o olho. Indivíduos imaturos possuem pernas mais opacas e esverdeadas.

Nativa das Américas do Sul, Central e do Norte, está presente o ano todo na América do Sul até o sul do Chile e Argentina. Ocorre também ao longo do ano nas Índias Ocidentais, Flórida e regiões costeiras da América do Norte e Central. Na parte sul dos Estados Unidos é migratória, reproduzindo-se em vários estados. Habita pântanos de muitos tipos, margens de rios, lagos, piscinas, sapais e estuários, raramente em grandes altitudes ou áreas costeiras.

Alimentação

Persegue peixes, crustáceos, insetos, pequenos répteis, caracóis, sapos, vermes e lagostins em águas rasas. Geralmente corre ou arrasta os pés para provocar a presa e, ao vê-la, balança a cabeça ou bate as asas para capturá-la. Também pode pairar próximo à superfície da água, ficar parada aguardando para emboscar a presa ou caçar insetos espantados por animais domésticos em campos abertos. Às vezes se alimenta em grupos mistos de espécies.

Reprodução

Reproduz-se em colônias mistas com outras espécies de garças, socós, íbis e colhereiros. O macho estabelece território e inicia a construção do ninho em árvore, cipó ou vegetação rasteira, atraindo a fêmea com elaboradas exibições que incluem mergulhos, saltos, acrobacias e vocalizações. O ninho é construído com galhos, juncos, gramíneas, musgo espanhol e materiais similares, podendo atingir 38 centímetros de diâmetro. A fêmea coloca até seis ovos verde-azulados claros que eclodem após cerca de 24 dias. Os filhotes são altriciais, cobertos de penugem branca ao nascer, e deixam o ninho após cerca de 22 dias.

No início do século XX, essa ave foi amplamente caçada por suas longas plumas reprodutoras usadas como enfeites em chapéus femininos, reduzindo a população a níveis perigosamente baixos. O comércio foi encerrado em 1910 na América do Norte, embora tenha continuado por algum tempo na América do Sul e Central. Desde então, as populações se recuperaram significativamente. Agora protegida por lei nos Estados Unidos sob a Lei do Tratado de Aves Migratórias, a espécie possui amplo alcance e população total grande. A tendência populacional é de aumento e a União Internacional para a Conservação da Natureza a avalia como de "menor preocupação".

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📷 francisco · CC-BY
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📷 Bill Levine · CC-BY

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes