pinguim
📷 Charlotte Kirchner · CC-BY ·fonte
Ave Pouco preocupante LC

Pinguim

Spheniscus magellanicus · species

O pinguim-de-magalhães é uma ave marinha sul-americana que mede 70 cm e pesa entre 4 e 6 kg, vivendo cerca de 25 anos em águas temperadas.

O pinguim-de-magalhães é uma ave marinha que habita as costas temperadas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Também conhecido como naufragado e pato-marinho, pertence ao gênero Spheniscus, que reúne espécies adaptadas a águas entre 15°C e abaixo de zero. Seu nome científico remete ao grego sphën (cunha, aleta) e ao Estreito de Magalhães, ao sul da América do Sul, local onde foi avistado pela primeira vez pelo explorador português Fernão de Magalhães em 1520.

Características

A ave apresenta plumagem negra nas costas e asas, com a zona ventral e pescoço brancos. A maioria dos indivíduos possui uma risca branca que passa acima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une ao pescoço, além de uma linha negra fina na barriga em forma de ferradura. Seus olhos, bico e patas são negros. Os ossos do pinguim-de-magalhães são densos, sólidos e não pneumáticos, impedindo o voo, enquanto sua plumagem é especializada para o nado e o mergulho. Esse tipo de pena, em grande número, prende uma camada de ar que reduz a perda de calor.

A maturidade sexual ocorre entre 4 e 5 anos nas fêmeas e entre 6 e 7 anos nos machos. Durante o primeiro ano de vida, os filhotes apresentam plumagem acinzentada sem os padrões de colares vistos em adultos. Após esse período realizam a muda, substituindo penas antigas por novas, e é nessa fase que adquirem os "colares" ao redor do rosto e peito que caracterizam os adultos.

Habitat e comportamento

O pinguim-de-magalhães é um animal pelágico que se mantém nos domínios da plataforma continental, entre 60 e 100 km da costa, onde as águas são menos profundas e há maior oferta de alimento. Pode nadar a velocidades de 36 a 40 km/h quando foge de predadores como leões-marinhos. Nada em profundidades entre 20 e 50 metros para capturar suas presas. Migra anualmente após a muda, por volta do final de fevereiro, deslocando-se pelo Oceano Atlântico em busca de alimento. Populações jovens chegam à costa brasileira a partir de junho, com registros frequentes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até ao litoral do Rio de Janeiro.

A reprodução ocorre entre setembro e fevereiro, quando casais monogâmicos constroem ninhos no chão ou em pequenas tocas. A fêmea coloca dois ovos de cor branca com intervalo médio de quatro dias, e a incubação dura entre 39 e 42 dias. Os filhotes nascem com cerca de 100 gramas e são alimentados por ambos os pais durante aproximadamente dois meses, até se tornarem independentes.

Dieta

Como todos os membros de sua ordem, alimenta-se no mar à base de peixe, lulas, krill e crustáceos. Sua glândula de excreção de sal elimina o sal presente no corpo. Análises sugerem que a composição da dieta diverge após uma temporada reprodutiva, quando as limitações impostas pela fêmea são eliminadas. No Brasil, constatou-se que aves encontradas mortas tinham cefalópodes como principal item alimentar, utilizados como "suplemento alimentar" pela espécie, apesar de seu baixo valor energético comparado aos peixes.

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📷 Agustina Medina · CC-BY
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📷 Hugo Hulsberg · CC0

Comparações

Lado a lado, com tabela de dados.

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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes