Pirarucu
📷 Conrado Pável de Oliveira · CC-BY ·fonte
Vertebrado Dados insuficientes DD

Pirarucu

Arapaima gigas · species

O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce da Amazônia, atingindo até 3 metros e respirando ar através de uma bexiga natatória modificada.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento2 a 3 metros (2000 a 3000 mm)
Peso100 a 200 kg (100.000 a 200.000 g)
HabitatBacia Amazônica, águas doces, lagos e rios de várzea
Distribuição geográficaBrasil, Peru e Guiana
Temperatura da água24 a 37 °C
Cuidado parentalO macho protege a prole por aproximadamente 6 meses

O pirarucu é um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil. Encontrado principalmente na bacia Amazônica, habita lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas, nos territórios do Brasil, Peru e Guiana, preferindo as áreas de várzea onde as correntes são fracas. Não tolera zonas com fortes correntezas ou águas ricas em sedimentos, e vive em temperaturas entre 24 e 37 °C.

Seu corpo alongado e escamoso é recoberto por escamas redondas, grandes e duras. A cabeça é ossificada, achatada e relativamente pequena, com boca larga, sem barbilhos e dentes similares a limas. O dorso é escuro, mas da metade traseira do corpo predominam orlas vermelhas nas escamas, intensificando-se na região caudal. As nadadeiras dorsal e anal localizam-se deslocadas para trás, junto à cauda pequena em proporção ao corpo.

O pirarucu respirava através de dois aparelhos distintos: brânquias para respiração aquática e uma bexiga natatória modificada que funciona como pulmão. A bexiga especializada realiza a respiração aérea obrigatória, enquanto as brânquias atrofiadas participam apenas da eliminação de gás carbônico. Durante o desenvolvimento, conforme o pirarucu cresce, os filamentos branquiais sofrem modificações estruturais significativas, preenchendo-se de células ricas em mitocôndrias que regulam os íons, mantendo função importante no balanço ácido-base.

O macho é responsável por proteger a prole por cerca de seis meses após a desova. Os filhotes apresentam hábito gregário e nadam junto à cabeça do pai durante as primeiras semanas, mantendo-se próximos à superfície para facilitar a respiração aérea. A espécie sofre severa pressão de pesca predatória há muitos anos. A reprodução natural é insuficiente para repor as capturas, levando o Ibama a estabelecer em 2004 regulamentações que proíbem a pesca em certos períodos e fixam tamanhos mínimos para comercialização.

Pirarucu
📷 Natan Gabriel · CC-BY
Pirarucu
📷 Vincent A. Vos · CC-BY

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Perguntas frequentes

Como o pirarucu consegue respirar ar fora da água?
O pirarucu possui uma bexiga natatória modificada que funciona como pulmão, realizando respiração aérea obrigatória. Assim, ele precisa emergir regularmente à superfície para respirar, complementando a respiração aquática das brânquias.
Por que o pirarucu corre risco de extinção?
A pesca predatória realizada há muitos anos é a principal ameaça à espécie. A reprodução natural é insuficiente para repor o número de peixes capturados, especialmente porque os machos ficam vulneráveis durante os seis meses de proteção da prole.

Fontes