Pirarucu
Arapaima gigas · species
O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce da Amazônia, atingindo até 3 metros e respirando ar através de uma bexiga natatória modificada.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 2 a 3 metros (2000 a 3000 mm) |
|---|---|
| Peso | 100 a 200 kg (100.000 a 200.000 g) |
| Habitat | Bacia Amazônica, águas doces, lagos e rios de várzea |
| Distribuição geográfica | Brasil, Peru e Guiana |
| Temperatura da água | 24 a 37 °C |
| Cuidado parental | O macho protege a prole por aproximadamente 6 meses |
O pirarucu é um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil. Encontrado principalmente na bacia Amazônica, habita lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas, nos territórios do Brasil, Peru e Guiana, preferindo as áreas de várzea onde as correntes são fracas. Não tolera zonas com fortes correntezas ou águas ricas em sedimentos, e vive em temperaturas entre 24 e 37 °C.
Seu corpo alongado e escamoso é recoberto por escamas redondas, grandes e duras. A cabeça é ossificada, achatada e relativamente pequena, com boca larga, sem barbilhos e dentes similares a limas. O dorso é escuro, mas da metade traseira do corpo predominam orlas vermelhas nas escamas, intensificando-se na região caudal. As nadadeiras dorsal e anal localizam-se deslocadas para trás, junto à cauda pequena em proporção ao corpo.
O pirarucu respirava através de dois aparelhos distintos: brânquias para respiração aquática e uma bexiga natatória modificada que funciona como pulmão. A bexiga especializada realiza a respiração aérea obrigatória, enquanto as brânquias atrofiadas participam apenas da eliminação de gás carbônico. Durante o desenvolvimento, conforme o pirarucu cresce, os filamentos branquiais sofrem modificações estruturais significativas, preenchendo-se de células ricas em mitocôndrias que regulam os íons, mantendo função importante no balanço ácido-base.
O macho é responsável por proteger a prole por cerca de seis meses após a desova. Os filhotes apresentam hábito gregário e nadam junto à cabeça do pai durante as primeiras semanas, mantendo-se próximos à superfície para facilitar a respiração aérea. A espécie sofre severa pressão de pesca predatória há muitos anos. A reprodução natural é insuficiente para repor as capturas, levando o Ibama a estabelecer em 2004 regulamentações que proíbem a pesca em certos períodos e fixam tamanhos mínimos para comercialização.
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





