Salmo trutta
Salmo trutta · species
Peixe da família Salmonidae com duas variações principais: a truta-marrom, de água doce, e a truta marisca, anádroma que migra para oceanos.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | Pode ultrapassar 1.000 mm, embora raro |
|---|---|
| Dieta | Pequenos crustáceos |
| Habitat | Rios da Europa e Ásia; água doce ou marinha (conforme morfo) |
| Conservação | Criticamente em Perigo (Portugal) |
Salmo trutta é um peixe da família Salmonidae que ocorre naturalmente nos rios da Europa e Ásia. A espécie apresenta dois morfos principais com estratégias de vida distintas: a truta-marrom, que permanece em água doce durante todo seu ciclo, e a truta marisca, que executa migrações anádromas, passando parte considerável da vida em ambientes marinhos antes de retornar aos rios para reprodução.
O morfo lacustre da truta-marrom comporta-se de forma potamodrômica, migrando entre lagos e rios ou riachos durante o período reprodutivo, embora haja registros de desova em litorais lacustres onde as condições de vento são favoráveis. O morfo fario, por sua vez, estabelece populações em riachos de altitude, mas também coloniza rios de maior porte. Evidências sugerem que morfos anádromos e sedentários que compartilham os mesmos rios possuem composição genética idêntica.
A dieta baseia-se em pequenos crustáceos, cujos pigmentos conferem à carne uma tonalidade rosada característica. Pode ultrapassar um metro de comprimento, embora tal tamanho seja raro de alcançar. Quanto ao habitat, prefere zonas de baixa profundidade, com correntes moderadas, bem oxigenadas e livres de poluição.
Em Portugal, a espécie encontra-se classificada como Criticamente em Perigo. Apenas os rios Minho e Lima abrigam a forma migradora, cujos indivíduos eclodem em água doce e, após um a dois anos, deslocam-se para o oceano, onde crescem até a maturação sexual antes de regressarem aos locais de nascimento. Projeções indicam perda de metade do habitat ibérico em 2040 e desaparecimento praticamente total em 2100, acelerado por poluição, mudanças climáticas, extração de água para irrigação e sobrepesca.
Galeria
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