Tilápia-do-nilo
📷 Sinaloa Silvestre · CC0 ·fonte
Vertebrado Pouco preocupante LC

Tilápia-do-nilo

Oreochromis niloticus · species

A tilápia-do-nilo é um peixe africano da família Cichlidae que se alimenta de plâncton. Introduzida no Brasil em 1971, adaptou-se perfeitamente ao clima tropical e tornou-se espécie de piscicultura amplamente cultivada.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
DietaPlâncton (fitoplâncton e zooplâncton); aceita bem ração artificial
HabitatÁgua doce tropical; desenvolve-se bem em temperaturas entre 26°C e 28°C
ReproduçãoIncubação dos ovos na boca da fêmea
OrigemÁfrica
Introdução no Brasil1971

A tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) é um peixe africano pertencente à família Cichlidae, cujo conhecimento remonta à antiguidade egípcia, com registros datando de 2000 a.C. A espécie alimenta-se naturalmente de plâncton, tanto fitoplâncton quanto zooplâncton, mas adapta-se bem a rações artificiais.

Os primeiros exemplares chegaram ao Brasil em 1971 e encontraram condições ideais para seu desenvolvimento. A tilápia-do-nilo prospera em águas quentes com temperaturas entre 26°C e 28°C, faixa comum nas regiões tropicais brasileiras. Como o crescimento e a reprodução da espécie dependem diretamente da temperatura, o país tornou-se um ambiente particularmente propício para seu cultivo, transformando-se em um importante centro de piscicultura.

Naquela mesma época de 1971, foi importada também a tilápia-de-zanzibar (Sarotherodon hornorum), espécie complementar que permitiu técnicas de reprodução controlada. Uma terceira tilápia, a tilápia-do-Congo (Tilapia rendalli), com hábito herbívoro, havia sido introduzida em 1952, mas mostrou-se menos atraente para a piscicultura, tornando-se praga em algumas áreas antes de ser gradualmente substituída pela tilápia-do-nilo.

Reprodução

Diferentemente de outras espécies de tilápia, a tilápia-do-nilo incuba os ovos na boca da fêmea, característica que a distingue do gênero Tilapia, cujas espécies realizam postura em ninhos. Esse aspecto reprodutivo foi determinante para sua classificação no gênero Oreochromis. Para fins de piscicultura, realizam-se cruzamentos entre tilápia-do-nilo e tilápia-de-zanzibar que resultam exclusivamente em machos, aproveitando o crescimento superior dessa linhagem. Também se utiliza reversão sexual hormonal de alevinos fêmeas em machos através de 17-alfa-metil testosterona, técnica amplamente empregada no cultivo monossexo.

Tilápia-do-nilo
📷 Rongrong Angkaew · CC-BY
Tilápia-do-nilo
📷 Andre Hosper · CC-BY

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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes