Tubarão-cobra
Chlamydoselachus anguineus · species
Tubarão-cobra é um predador de águas profundas com corpo alongado e mandíbulas capazes de abrir-se amplamente para engolir presas maiores que seu corpo.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | até 2 metros |
|---|---|
| Habitat | Oceanos Atlântico e Pacífico, 50 a 1500 metros de profundidade (mais comum entre 500 a 1000 metros) |
| Dieta | Carnívoro |
| Dentes | Cerca de 300 em forma de tridente |
| Conservação | Menor preocupação (com monitoramento necessário) |
O tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) é um membro ancestral da família Chlamydoselachidae, grupo do qual restam apenas duas espécies viventes incluindo C. africana. Seu corpo alongado atinge até dois metros de comprimento, com cabeça larga e achatada, focinho curto e arredondado, e olhos moderadamente grandes desprovidos de membrana nictitante.
A boca contém cerca de 300 dentes dispostos em forma de tridente, estrutura característica do grupo. Dotado de mandíbulas capazes de abrir-se significativamente, este tubarão consegue consumir alimentos consideravelmente maiores que seu próprio tamanho. Apresenta seis pares de longas fendas branquiais; o primeiro par forma um colar ao redor da cabeça, enquanto as extremidades dos filamentos branquiais criam um folho característico.
Anatomia e características
As barbatanas peitorais são curtas e arredondadas. A única barbatana dorsal, pequena e arredondada, localiza-se na extremidade posterior do corpo, aproximadamente oposta à barbatana anal. As barbatanas pélvicas e anais são grandes, largas e arredondadas, posicionadas na extremidade caudal. A cauda apresenta forma triangular longa, sem lobo inferior ou incisura ventral no lobo superior.Distribuição e habitat
O tubarão-cobra habita os oceanos Atlântico e Pacífico, embora sua distribuição seja ampla mas muito irregular. Preferem águas profundas entre 50 e 1500 metros, com maior frequência nas faixas de 500 a 1000 metros. Raramente é capturado como captura acidental em redes de arrasto de fundo, redes de águas médias, espinhel de profundidade e redes de emalhar.Conservação
Pouco se conhece sobre sua história de vida, mas presume-se que apresente resiliência muito baixa à exploração. Embora a expansão da pesca em águas profundas represente uma possível ameaça futura, sua ampla distribuição geográfica e as restrições eficazes de profundidade em vários países permitem que a espécie seja atualmente avaliada como de menor preocupação. Monitoramento cuidadoso das capturas acidentais permanece essencial para evitar que a espécie se torne ameaçada.Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





