Águia-cobreira
Circaetus gallicus · species
Águia de médio porte do Velho Mundo que caça principalmente répteis, especialmente cobras, pousando em círculos no ar com as asas planas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 66 a 70 cm |
|---|---|
| Envergadura de asas | 160 a 180 cm |
| Peso | 1,7 a 1,9 kg |
| Longevidade | até 17 anos |
| Dieta | Répteis (especialmente cobras e lagartos), ocasionalmente pequenos mamíferos, raramente aves e grandes insectos |
| Habitat | Planícies abertas e cultivadas, áreas rochosas de arbustos decíduos, áreas semi-desérticas |
| Ninhada | Um ovo |
A águia-cobreira é uma ave de rapina pertencente à família dos Accipítrideos, distribuída por toda a bacia do Mediterrâneo, Rússia, Médio Oriente e algumas regiões da Ásia. O nome científico Circaetus vem do grego antigo, unindo os termos para "falcão" e "águia", enquanto o epíteto gallicus refere-se ao seu parentesco com a Gália.
Morfologicamente, apresenta comprimento entre 66 e 70 cm e envergadura de 160 a 180 cm. O dorso é castanho acinzentado com rémiges escuras, enquanto a face inferior das asas mostra-se branca com listras pretas. A cabeça é grande e semelhante à dos mochos, com olhos amarelos ou cor de âmbar particularmente visíveis. O peito e as partes inferiores exibem plumagem esbranquiçada variável entre indivíduos, podendo alguns ser quase totalmente brancos e outros apresentar cabeça escura com asas sarapintadas.
Comportamento e dieta
Plana em círculos com as asas planas, mantendo-as horizontais ou levemente levantadas, com os dedos das remiges muito flectidos para cima. Alimenta-se principalmente de répteis, em especial cobras (origem do seu nome comum), além de lagartos. Ocasionalmente caça pequenos mamíferos até ao tamanho de um coelho, e raramente aves e grandes insectos. Emite com frequência um silvo melancólico e melódico, criando apenas um ovo por ninhada.
Habitat e conservação
Ocorre em planícies abertas e cultivadas, áreas rochosas de arbustos decíduos e semi-desérticas, fazendo ninho em árvores. Em Portugal, distribui-se de norte a sul de forma discreta, preferindo o interior ao litoral, e é espécie estival com presença mais acentuada entre Março e Setembro. Na Europa sofre rápido declínio devido às práticas agrícolas intensivas, sendo agora rara em muitos países, ao contrário da Ásia onde não é ameaçada. Está protegida pela Rede Natura 2000 e pela legislação comunitária de conservação de aves.
Galeria
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