Anta
📷 Tomás Tamagno · CC-BY ·fonte
Mamífero Vulnerável VU

Anta

Tapirus terrestris · species

A anta (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre do Brasil e segundo da América do Sul, pesando até 300 kg. Frugívora, dispersa sementes de palmeiras nas florestas amazônicas e atlânticas.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento191 a 242 cm (cauda < 10 cm)
Altura na cernelha83 a 118 cm (machos); 83 a 113 cm (fêmeas)
Peso180 a 300 kg (fêmeas: ~233 kg; machos: ~208 kg)
Longevidadeaté 35 anos
Gestaçãomais de 400 dias
Filhotesum por gestação (peso: 3,2 a 5,8 kg ao nascer)
DietaFrugívora
HabitatFlorestas e áreas abertas próximas a cursos d'água permanentes; até 1.700 m de altitude
DistribuiçãoSul da Venezuela até norte da Argentina
ConservaçãoVulnerável (IUCN); crítica na Argentina, Colômbia e Mata Atlântica

A anta é um mamífero perissodáctilo da família Tapiridae, ocorrendo desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina. Habita áreas abertas ou florestas próximas a cursos d'água, com preferência por regiões abundantes em palmeiras, que constituem sua principal fonte alimentar.

Como maior mamífero terrestre brasileiro e segundo da América do Sul, a anta se distingue das demais espécies do gênero por possuir uma crista sagital proeminente com crina que vai do pescoço até a fronte. Sua probóscide, embora a mais curta entre os tapirídeos, é uma estrutura móvel e flexível usada para coletar alimento. Os adultos apresentam coloração marrom-escura, enquanto os juvenis são marrons com listras horizontais brancas.

Possui uma dieta frugívora e desempenha papel importante na dispersão de sementes, particularmente de palmeiras como o palmito-juçara na Mata Atlântica e a palmeira-bacuri no Pantanal. É um animal solitário que vive em territórios de aproximadamente 5 quilômetros quadrados, abrigando-se nas florestas durante o dia e forageando em descampados à noite.

Seus predadores incluem grandes felinos como a onça-pintada e a onça-parda. A reprodução é lenta, com apenas um filhote por gestação. Está listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza, ameaçada principalmente pela caça predatória e conversão de habitat em campos cultivados. Apesar disso, ainda ocorre em muitas unidades de conservação e zoológicos.

Anta
📷 Thomas Galewski · CC-BY
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📷 Donald Davesne · CC-BY

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Perguntas frequentes

Por que a anta é importante para a Amazônia e Mata Atlântica?
A anta possui dieta frugívora e dispersa sementes de palmeiras ao longo de seu território, papel fundamental para a regeneração florestal. É o último animal da megafauna amazônica ainda existente.
Como a anta usa sua probóscide?
A probóscide é uma estrutura móvel e flexível do lábio superior, usada para coletar frutas e folhas. É a mais curta entre todos os tapirídeos, pois carece de partes ósseas, cartilaginosas ou musculatura intrínseca.
Qual é a principal ameaça à anta?
A caça predatória representa a maior ameaça, potencializada pelo ciclo reprodutivo lento (um filhote a cada mais de 400 dias). A conversão de habitat em campos cultivados também contribui para o declínio de suas populações.

Fontes