Arapapá
Cochlearius cochlearius · species
O arapapá é uma garça de bico largo e côncavo que mede cerca de 54 cm e se alimenta de pequenos peixes e camarões capturados em águas rasas durante a noite.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 54 cm |
|---|---|
| Longevidade | até 20 anos |
| Dieta | Pequenos peixes e camarões |
| Habitat | Lagoas, estuários sazonais e manguezais |
| Conservação | Pouco preocupante (IUCN) |
O arapapá, também chamado garça-de-bico-largo, é uma ave pelecaniforme da família dos ardeídeos distribuída por quase toda a América tropical, do México ao Peru, Brasil e nordeste da Argentina. Mede cerca de 54 cm de comprimento e apresenta plumagem cinza claro a branco, com abdômen castanho e flancos pretos. Seu bico maciço, largo e côncavo—que origina o nome científico do gênero, derivado do latim para "concha em forma de colher"—é principalmente preto e adornado com uma crista que serve na atração de parceiros.
As aves ocupam habitats paludícolas e são não migratórias, tendendo a viver em lagoas, estuários sazonais e manguezais. Durante o dia permanecem no poleiro; alimentam-se exclusivamente à noite, deixando o repouso cerca de 30 minutos após o pôr-do-sol. Forragear em riachos vegetativos, águas rasas e lagoas é seu padrão, frequentemente usando galhos baixos e raízes de mangue como suporte enquanto buscam alimento.
Seu bico côncavo está especialmente moldado para capturar presas: o arapapá ataca peixes e pequenos crustáceos cavando a superfície da água ou perseguindo lentamente a presa, empregando duas técnicas distintas. Estudos sugerem que o bico é sensível ao toque, facilitando a detecção de presas em águas rasas e lamacentas. A alimentação inclui camarões e pequenos peixes como o góbio dorminhoco.
A reprodução ocorre durante a estação chuvosa, com registros de duas ninhadas por período. As ninhadas contêm entre dois e quatro ovos, geralmente postos em colônias de nidificação, embora ocasionalmente ninifiquem de forma solitária. Perturbações humanas reduzem o sucesso reprodutivo, pois as aves evitam contato direto e abandonam ninhos quando necessário. A espécie é classificada pela IUCN como "pouco preocupante" desde 2004, devido à sua abrangência extremamente grande, ainda que sua população apresente declínio aparente.
Galeria
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