Ariranha
Pteronura brasiliensis · species
Mamífero mustelídeo de até 1,7 m, a ariranha é a lontra mais social e barulhenta, vivendo em grupos familiares na Amazônia e no Pantanal.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 1,5 a 1,7 m (machos); 1 a 1,5 m (fêmeas), mais até 70 cm de cauda |
|---|---|
| Peso | 26 a 32 kg (machos); 22 a 26 kg (fêmeas) |
| Dieta | Peixes (caraciformes, bagres), caranguejos, tartarugas, cobras, pequenos jacarés |
| Habitat | Rios e riachos de água doce sazonalmente inundados, bacia amazônica, Pantanal, Guianas |
| Conservação | Ameaçada de extinção (IUCN); população selvagem estimada em menos de 5 mil; caça furtiva histórica e degradação de habitat como principais ameaças |
A ariranha, também chamada lontra-gigante, onça-d'água e lobo-do-rio, é um mustelídeo característico da bacia amazônica e do Pantanal. Diferencia-se de outras lontras por ser altamente social, organizando-se em grupos familiares de três a oito membros centrados em um casal reprodutor dominante. Estes grupos mostram coesão e cooperação notáveis. Diurna por excelência, a ariranha é territorialista e produz vocalizações distintas que sinalizam alarme, agressão e segurança, ganhando fama de ser a lontra mais barulhenta.
Seu corpo apresenta adaptações impressionantes para a vida aquática. Possui pelo extraordinariamente denso que impede a água de atingir a pele, cauda musculosa em forma de asa e pés completamente palmados. O focinho curto e inclinado confere à cabeça aparência arredondada, enquanto bigodes altamente sensíveis rastreiam variações na pressão e nas correntes da água, auxiliando na detecção de presas. As narinas e orelhas fecham completamente quando submersa.
Sobrevive quase exclusivamente de peixes, particularmente caraciformes e bagres, mas ocasionalmente consome caranguejos, tartarugas, cobras e pequenos jacarés. Prefere rios e riachos de água doce sazonalmente inundados, onde constrói acampamentos extensos próximos às áreas de alimentação. Sem predadores naturais significativos além do homem, compete por recursos com a lontra-neotropical, a onça-pintada e crocodilianos.
A população selvagem sofreu redução drástica por caça furtiva entre 1950 e 1960, visando seu pelo aveludado. Atualmente estimada em menos de 5 mil indivíduos, a espécie foi listada como ameaçada de extinção em 1999. A degradação de habitat constitui a ameaça mais significativa no presente, e a espécie permanece rara em cativeiro, com apenas 60 animais registrados em 2003.
Galeria
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