Cagarra-do-mediterrâneo
Calonectris diomedea · species
Ave marinha procelariiforme migratória do Atlântico e Mediterrâneo, com até 56 cm de comprimento e voo característico em arco, alimentando-se de peixes e cefalópodes pelágicos.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 45–56 cm |
|---|---|
| Envergadura | 112–126 cm |
| Habitat | Oceano Atlântico e Mediterrâneo |
| Dieta | Pequenos peixes e cefalópodes pelágicos |
| Longevidade | Pelo menos 7–10 anos até maturidade sexual |
| Conservação | Preocupação menor globalmente; vulnerável em Portugal |
A cagarra-do-mediterrâneo (Calonectris diomedea) é uma ave procelariiforme migratória comum no Mediterrâneo e no Oceano Atlântico. Apresenta um comprimento de 45–56 cm e uma envergadura de 112–126 cm, com coloração cinza-acastanhado na face dorsal, branco ou ligeiramente acinzentado na face ventral, bico robusto e amarelado na parte superior e tarsos rosados.
O maior procelariídeo do Atlântico caracteriza-se por um voo muito distintivo, voando normalmente com um arco entre as pontas das asas enquanto as restantes aves procelariiformes mantêm as pontas alinhadas. Alterna períodos de planagem rasante sobre as cristas das ondas com subidas até alguns metros acima da água, sempre com as asas inclinadas. As batidas são lentas, com as asas visivelmente flexíveis.
Comportamento e alimentação
A espécie alimenta-se de pequenos peixes e cefalópodes pelágicos, podendo ocasionalmente aproveitar restos de grandes peixes e outros animais flutuando. No mar adota comportamento gregário, formando grandes grupos conhecidos por jangadas, onde descansa flutuando em manchas densas. Caça em grupo e pode mergulhar profundamente em busca de presas, atingindo mais de 15 metros de profundidade. Apesar de silenciosa no mar, ao anoitecer as colónias de reprodução são ruidosas, com adultos emitindo chamadas estridentes diferenciadas consoante o sexo.
Reprodução
Monogâmica, a ave apenas vai a terra para reproduzir-se, permanecendo em geral no alto-mar. Nidifica em falésias costeiras e em ilhéus, escavando tocas nas quais deposita um único ovo de cor branca. Ambos os progenitores alimentam a cria, regurgitando uma pasta proteica directamente no bico. As crias emergem dos ninhos no outono e partem de imediato para o mar, permanecendo de 7 a 10 anos até atingirem a maturidade sexual e regressarem ao local de origem para nidificar.
Galeria
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