Cervo-do-pantanal
📷 Donald Davesne · CC-BY ·fonte
Mamífero Vulnerável VU

Cervo-do-pantanal

Blastocerus dichotomus · species

O maior cervídeo sul-americano, o cervo-do-pantanal é um ruminante adaptado aos pântanos do Pantanal que se alimenta de plantas aquáticas e enfrenta sérias ameaças à sua sobrevivência.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Peso80 a 125 kg
Comprimento153 a 191 cm
Altura na cernelha110 a 127 cm
Gestação251 a 271 dias
Filhotes por gestação1
DietaPlantas aquáticas (gramíneas, ciperáceas, Thalia geniculata, Canna glauca, Ludwigia nervosa)
HabitatÁreas inundáveis com até 60 cm de profundidade, transição entre zonas permanentemente inundadas e áreas secas, Pantanal, Esteros del Iberá, bacia do rio Guaporé, ilha do Bananal
ConservaçãoVulnerável (UICN e ICMBio)

O cervo-do-pantanal é o maior cervídeo da América do Sul. Também conhecido por suaçuetê, suaçupu, suaçuapara e guaçupuçu, este mamífero ruminante da família Cervidae é o único representante vivo do gênero Blastocerus. Sua distribuição original abrangia desde o sul do rio Amazonas até o norte da Argentina, mas nos dias de hoje concentra-se no Pantanal, na bacia do rio Guaporé, na ilha do Bananal e nos Esteros del Iberá.

Essa espécie apresenta características únicas de adaptação aos ambientes inundados. Os cascos possuem dois dedos de até 8 centímetros ligados por uma membrana interdigital que permite abertura de aproximadamente 10 centímetros entre si, adaptação exclusiva entre os cervídeos sul-americanos. A pelagem é castanho-avermelhada, lanosa e brilhosa, intensificando-se mais avermelhada durante o verão, com marcações brancas em volta dos olhos, peitoral, pescoço e interior das pernas. Somente os machos possuem chifres ramificados com até 60 centímetros de comprimento, apresentando entre 8 e 12 pontas no total.

No que diz respeito à alimentação, a espécie é extremamente dependente de plantas aquáticas, consumindo preferencialmente gramíneas, ciperáceas e espécies como Thalia geniculata, Canna glauca e Ludwigia nervosa. Habita preferencialmente áreas inundáveis com até 60 centímetros de profundidade e cobertura vegetal baixa, caracterizadas pela transição entre zonas permanentemente inundadas e áreas secas. Apesar de ruminante, seu sistema digestório é menos especializado na digestão de celulose em comparação com outros cervídeos.

O comportamento dessa espécie é preferencialmente solitário e diurno. Suas principais ameaças na natureza incluem a onça-pintada e a onça-parda. A reprodução resulta em um filhote por gestação, ocorrendo após período que varia entre 251 e 271 dias.

Atualmente, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) classificam a espécie como vulnerável. Sua área de distribuição foi radicalmente reduzida a partir do século XX devido à alteração do habitat por construção de usinas hidrelétricas, propagação de doenças provenientes de animais domésticos como a febre aftosa, e caça predatória.

Cervo-do-pantanal
📷 Francisco V. Bezerra Neto · CC-BY-SA
Cervo-do-pantanal
📷 Morten Ross · CC-BY

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes