Cruza-bico
Loxia curvirostra · species
O cruza-bico-comum é uma ave nômade da família Fringillidae, identificada pelo bico com mandíbulas cruzadas que lhe permite extrair pinhões das pinhas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Postura | 3 a 4 ovos por época |
|---|---|
| Incubação | 14 a 16 dias |
| Desenvolvimento dos filhotes | aproximadamente 14 dias até saída do ninho |
| Dieta | pinhas de coníferas, especialmente pinheiros |
| Habitat | pinhais e bosques de abetos |
| Distribuição | Europa, Ásia e América do Norte |
O cruza-bico-comum é uma ave da família Fringillidae, maior que o verdilhão e considerado um dos maiores elementos dessa família. Apresenta acentuado dimorfismo sexual: machos adultos vestem plumagem inteiramente vermelha-carmim, enquanto fêmeas e filhotes mantêm coloração esverdeada e cinzenta.
Sua característica mais distintiva é o bico, cujas mandíbulas se cruzam na extremidade, uma adaptação que lhe permite abrir pinhas e extrair os pinhões contidos nelas. Essas aves alimentam-se quase exclusivamente de pinhas de coníferas, particularmente de pinheiros, o que determina seus movimentos populacionais nômades.
Comportamento reprodutor
Durante a época de acasalamento, as fêmeas constroem os ninhos nos cocurutos de pinheiros e abetos, utilizando ramos, musgo, líquenes e felga. O macho frequentemente as acompanha na coleta e transporte de materiais. A postura abrange de três a quatro ovos por época, embora ocasionalmente haja mais de uma postura anual. A incubação dura entre 14 e 16 dias, período em que o macho alimenta e protege a fêmea. Após a eclosão, apenas o macho alimenta as crias nas primeiras semanas. Aos 14 dias, os filhotes iniciam a saída do ninho, continuando a receber alimento dos pais por alguns dias subsequentes.
Distribuição
A espécie distribui-se por quase toda a Europa, sendo especialmente comum no norte, além de ocorrer na Ásia e América do Norte. Em Portugal, sua presença é imprevisível e inconstante, alternando entre anos de grande abundância e períodos de raridade. Os principais influxos registrados ocorreram em 1990 e 1993. O habitat preferencial são os pinhais, com predileção pelo pinheiro-de-casquinha, embora algumas populações nidifiquem em bosques de abetos.
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





