Diabo da Tasmânia
Sarcophilus harrisii · species
Maior marsupial carnívoro vivo, o diabo-da-tasmânia é um animal robusto e noturno exclusivo da Tasmânia, com pelagem escura e manchas brancas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Dieta | Carniça e pequenos animais |
|---|---|
| Habitat | Bosques costeiros, florestas esclerófilas, ilhas da Tasmânia |
| Tamanho da ninhada | 2 a 4 filhotes |
| Desmame | 8 meses de idade |
| Reprodução | Uma vez ao ano |
| Comportamento | Noturno e solitário |
| Conservação | Em perigo de extinção (desde 2009) |
O diabo-da-tasmânia é um mamífero marsupial endêmico da Austrália, encontrado apenas na ilha da Tasmânia e algumas ilhas costeiras próximas. Registros fósseis indicam que a espécie habitou também o continente australiano, onde se extinguiu há três a quatro mil anos, possivelmente pela introdução do dingo, expansão dos aborígenes e mudanças climáticas associadas à intensificação de El Niño.
Dotado de aparência robusta e musculosa, possui pelagem escura com manchas brancas na garganta, bochechas e região lombar. Seus dentes molares são especializados na dieta de carniça, embora seja um caçador pouco eficiente, preferindo presas de pequeno porte. É o maior marsupial carnívoro existente após a extinção do tilacino, com convergência ecomorfológica com as hienas.
Noturno e solitário, o diabo-da-tasmânia habita uma área definida sem apresentar tendências territoriais marcadas. Ocasionalmente, vários indivíduos se reúnem ao redor de uma carcaça, gerando interações agressivas. Reproduzem-se uma vez ao ano, gerando ninhadas de dois a quatro filhotes, que são desmamados aos oito meses de idade.
Habitat
Pode ser encontrado em diversos habitats na Tasmânia, incluindo áreas urbanas, mas prefere bosques costeiros e florestas esclerófilas. As maiores densidades populacionais concentram-se em zonas com precipitação anual baixa a moderada do leste e norte da ilha. Evita encostas íngremes, áreas rochosas, densas florestas úmidas de eucalipto e brejos densos.
Conservação
Inicialmente perseguido pelos colonizadores europeus como ameaça aos rebanhos domésticos, a espécie sofreu redução drástica. Protegida oficialmente em 1941, sua população começou a se recuperar até o final dos anos 1990, quando uma doença neoplásica reapareceu. Em 2009, foi declarada em perigo de extinção. Programas de manejo incluem a criação de populações saudáveis em cativeiro e reintrodução no continente australiano, com nascimentos registrados em 2021.
Galeria
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