Elefante-asiático
Elephas maximus · species
Maior mamífero terrestre asiático vivo, o elefante-asiático habita florestas do sudeste asiático e enfrenta risco crítico de extinção. Possui três subespécies reconhecidas com variações significativas de tamanho.
O elefante-asiático é a única espécie viva do gênero Elephas e habita o sudeste asiático, desde a Índia e Nepal até o oeste e leste de Bornéu. Representa o maior animal terrestre da Ásia contemporânea e foi importante aliado militar e ferramenta de trabalho humano ao longo de milênios, especialmente em atividades florestais e transportes.
Desde 1986, a UICN classifica a espécie em perigo de extinção. As populações diminuíram pelo menos 50% nas últimas três gerações, passando de uma estimativa de 41 a 52 mil indivíduos em 2003. A ameaça decorre principalmente da caça predatória, destruição e fragmentação de habitats. Fêmeas em cativeiro mantidas em ambientes semi-naturais ultrapassam frequentemente 60 anos; em zoológicos, porém, morrem mais jovens devido a baixas taxas de natalidade e altas de mortalidade.
Características
Os machos atingem altura média de 2,75 metros no ombro e pesam cerca de 4 toneladas, enquanto as fêmeas medem 2,40 metros e pesam 2,7 toneladas. O corpo e cabeça, incluindo a tromba, estendem-se de 5,5 a 6,5 metros; a cauda varia entre 1,20 e 1,50 metro. O maior exemplar registrado pesava 7 toneladas, media 3,43 metros de altura e 8,06 metros de comprimento. Relatam-se animais ainda maiores, com até 3,7 metros de altura.
Distingue-se do elefante-africano pelo tamanho inferior, dorso mais arqueado, orelhas reduzidas, quatro unhas nas patas traseiras em vez de três e ausência de presas de marfim nas fêmeas. O crânio varia conforme a subespécie: o elefante-do-ceilão apresenta proporções maiores e é o único que alcança ou ultrapassa 3 metros de altura, enquanto o de Sumatra mede de 1,7 a 2,3 metros.
Taxonomia
Três subespécies são reconhecidas atualmente: o elefante-indiano ocorre da Índia à península de Malaca e é o mais abundante; o elefante-do-ceilão é endêmico do Sri Lanka e a maior das subespécies; e o elefante-de-sumatra habita a ilha de Sumatra. Uma quarta população, o elefante-pigmeu-de-Bornéu, separou-se geneticamente há 300 mil anos, embora evidências genéticas sejam questionadas por tradições locais que apontam origem em elefantes trazidos como presente ao sultão de Sulu em 1750.
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





