Esturjao do Danúbio
Acipenser gueldenstaedtii · species
Esturjão russo encontrado em rios europeus e asiáticos, com até 2 metros de comprimento. Altamente vulnerável à pesca pela reprodução lenta.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | Até 2 metros |
|---|---|
| Peso | Mais de 110 quilogramas |
| Habitat | Rios (Danúbio, Rióni, Volga, Ural) e mares (Negro, Cáspio) |
| Conservação | População selvagem reduzida em mais de 90% nas últimas três gerações |
O Esturjão do Danúbio, cientificamente Acipenser gueldenstaedtii, é um peixe de grande porte da família Acipenseridae, próximo ao Esturjão Persa. Suas ovas, conhecidas como caviar ossetra, são altamente valorizadas no mercado internacional.
Este peixe distribui-se naturalmente por rios e mares do Leste Europeu e Ásia Central, com populações documentadas no Azerbaijão, Bulgária, Geórgia, Irã, Cazaquistão, Romênia, Rússia, Turquia e Ucrânia. Alcança comprimento próximo a 2 metros e pode pesar mais de 110 quilogramas.
Habitat e distribuição
A espécie prefere ambientes fluviais, migrando para reprodução em rios como o Danúbio e o Rióni. Atualmente é rara no Mar Negro, onde quase todos os sítios de reprodução desapareceram pela construção de represas. O baixo Danúbio mantém alguns desses locais, mas mesmo ali a população é escassa. No Mar Cáspio, foram perdidos 70% das áreas reprodutivas desde os anos 1950 por causa de usinas hidroelétricas. Represamentos como o do Rio Cubã (140 mil hectares de perda) e Rio Don (68 mil hectares) agravaram ainda mais o cenário.
Ameaças e conservação
O esturjão-russo amadurece e reproduz lentamente, tornando-se altamente vulnerável à exploração. A pesca excessiva e ilegal, particularmente para a extração de caviar, representa a principal ameaça. Estimativas indicam que a população nativa sofreu declínio superior a 90% nas últimas três gerações, refletido na redução de 88,5% nas capturas globais em apenas 15 anos, apesar da reposição artificial em larga escala. Quase todos os indivíduos que migram para se reproduzir são capturados ilegalmente abaixo da Represa de Volgogrado. A sobrevivência futura da espécie pode depender exclusivamente de programas de reprodução artificial.
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