Gaivota-marfim
Pagophila eburnea · species
A gaivota-marfim é uma pequena gaivota do Ártico com plumagem inteiramente branca, distribuição circumpolar e população em rápido declínio devido ao aquecimento global.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 40–43 cm |
|---|---|
| Envergadura | 108–120 cm |
| Peso (machos) | 500–687 g |
| Peso (fêmeas) | 448–583 g |
| Dieta | Peixes, crustáceos, ovos, crias pequenas, carniça, fezes de mamíferos marinhos |
| Habitat | Costas e falésias árticas, polínias, borda do gelo marinho |
| Distribuição | Circumpolar: Groenlândia, norte da América do Norte, Svalbard, arquipélagos russos, Eurásia |
| Status de conservação | Quase ameaçada (IUCN) |
A gaivota-marfim é uma pequena gaivota ártica, única espécie do gênero monotípico Pagophila. Tem distribuição circumpolar, nidificando no alto Ártico e abrangendo Groenlândia, extremo norte da América do Norte e Eurásia. O gênero Pagophila vem do grego antigo e significa "amante do gelo marinho", enquanto o epíteto específico eburnea refere-se à cor de marfim da plumagem.
Fácil de identificar, possui silhueta mais próxima de pombos do que de outras gaivotas, com pernas curtas e plumagem completamente branca no estágio adulto, sem o dorso cinzento típico de outras espécies. O bico é azul com ponta amarela ou avermelhada, as pernas pretas e os olhos escuros com anel orbital vermelho-escuro. Em voo, apresenta asas longas e largas na base, com batimento forte que lembra membros da família Stercorariidae. Os filhotes e indivíduos jovens têm face escura com pintas pretas nas asas e cauda, atingindo a plumagem adulta aos dois anos.
No inverno ártico, as gaivotas-marfins permanecem perto de polínias, grandes áreas de água aberta rodeadas por gelo marinho. Migram apenas curtas distâncias para sul no outono, com a maior parte da população permanecendo em latitudes setentrionais. No inverno, são relutantes em pousar na água, devido ao risco de gotas congelarem na plumagem.
Alimentam-se de peixes, crustáceos, ovos e crias pequenas. São também oportunistas necrófagos, frequentemente encontrados em carcaças de pinípedes e focenídeos. Seguem frequentemente ursos-polares e outros predadores para se alimentar dos restos das suas caçadas, consumindo ainda fezes de urso-polar e de foca, além de placentas de foca.
A espécie nidifica em colônias geralmente pequenas, com 5 a 60 casais, raramente mais de 100. Reproduz-se no verão, pondo um a três ovos verde-oliva em ninhos no solo revestidos com musgo, líquen ou algas marinhas, entre final de junho e início de julho, com as crias a voar em agosto. A população global é estimada entre 19.000 e 27.000 indivíduos, em rápido declínio, com redução de sete vezes nos números após 2007. A principal causa do declínio é a perda de gelo marinho devido ao aquecimento global antropogênico. A espécie está classificada pela IUCN como "quase ameaçada".
Galeria
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