Ganso-do-egito
Alopochen aegyptiaca · species
O ganso-do-egito é uma ave anseriforme de ampla distribuição na África e Europa, com populações estabelecidas em Portugal e outras regiões temperadas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 63 a 73 cm |
|---|---|
| Dieta | Sementes, folhas, gramíneas, caules, ocasionalmente gafanhotos e minhocas |
| Habitat | Rios, lagos, terras alagadas, prados, relvados e campos agrícolas até aproximadamente 4.000 m de altitude |
| Comportamento | Espécie territorial e agressiva durante reprodução; nidifica em buracos de árvores; geralmente monógama |
| Distribuição | Sul do Saara e vale do Nilo na África; populações estabelecidas em Portugal, Reino Unido, Europa Ocidental, Estados Unidos e Nova Zelândia |
O ganso-do-egito (Alopochen aegyptiaca) é uma ave anseriforme que integra o grupo dos gansos verdadeiros. Sua distribuição natural abrange a África e a Europa, sendo particularmente comum no sul do Saara e no vale do Nilo. Embora não seja autóctone de Portugal, estabeleceu populações selvagens estáveis naquele país, notadamente no Alentejo.
Nada com destreza e apresenta voo pesado, assemelhando-se mais a um ganso que a um pato. O corpo mede entre 63 e 73 centímetros de comprimento. A plumagem exibe variação considerável de tonalidades, oscilando entre tons acinzentados e acastanhados, sem correlação com sexo ou idade. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas. Grande parte das asas dos indivíduos adultos é branca, mas permanece oculta pelas coberteiras quando o animal está em repouso; torna-se visível durante o voo ou em situações de alarme.
Comporta-se como espécie predominantemente terrestre, pousando com facilidade em árvores e edificações. Alimenta-se de sementes, folhas, gramíneas e caules; ocasionalmente consome gafanhotos, minhocas e outros pequenos animais. Os filhotes jovens ingerem pequenos invertebrados aquáticos, em especial plâncton de água doce. A espécie evita zonas densamente arborizadas, ocupando preferencialmente prados, relvados e campos agrícolas, além de rios, lagos e terras alagadas, podendo ocorrer em altitudes de até cerca de 4.000 metros.
Apresenta forte agressividade territorial durante a reprodução, com frequentes perseguições aéreas entre indivíduos rivais. Nidifica em buracos de árvores maduras, onde a fêmea constrói o ninho com canas, folhas e grama. Ambos os pais incubam os ovos e cuidam dos descendentes até estes atingirem independência. São geralmente monógamos. Os filhotes, sendo precoces, alimentam-se por conta própria desde cedo, não recebendo alimento direto dos pais.
Era considerado sagrado no Antigo Egito e frequentemente retratado em obras de arte. Sua popularidade como ave ornamental resultou em fugas recorrentes e no estabelecimento de populações ferais na Europa Ocidental, Estados Unidos e Nova Zelândia. Na Grã-Bretanha, foi introduzido no século XVIII e oficialmente adicionado à lista de aves britânicas em 1971. A espécie é considerada residente em Portugal, podendo ser observada durante todo o ano.
Galeria
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