Grifo-de-rüppell
Gyps rueppelli · species
O grifo-de-Rüppell é um grande abutre africano que voa a até 35 km/h e consegue atingir altitudes extraordinárias, com um recorde de 11.300 metros.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | cerca de 1.000 mm |
|---|---|
| Envergadura de asas | cerca de 2.600 mm |
| Peso | 7 a 9 kg (7.000 a 9.000 g) |
| Velocidade | até 35 km/h |
| Incubação | 55 dias |
| Habitat | savana aberta e árida, áreas semi-desérticas, zonas limites do deserto e montanhas |
| Dieta | carniça (carcaças de grandes animais) |
| Distribuição | África central (Etiópia, Sudão, Tanzânia, Guiné), visita ocasionalmente Portugal |
O grifo-de-Rüppell é um grande abutre que ocorre em grande parte da África central, incluindo Etiópia, Sudão, Tanzânia e Guiné, visitando ocasionalmente Portugal. Os adultos medem cerca de um metro de comprimento com envergadura de asas de 2,6 m. A cabeça e o pescoço são quase nus, o bico é amarelado, os olhos amarelo pálido, com um tufo de penas brancas na base do pescoço e corpo preto ou castanho-cinza mosqueado.
Comportamento e ecologia
Esses abutres são altamente sociáveis, reunindo-se em grandes bandos para repousar, nidificar e se alimentar, às vezes com mais de 1000 casais. Voam a velocidades até 35 km/h e se afastam até 150 km dos ninhos em busca de alimento. Sua capacidade de voo é excepcional: podem alcançar grandes altitudes, subindo regularmente a 6.000 m. Foi registrado um caso extraordinário de colisão com um avião a 11.300 m na Costa do Marfim, o recorde máximo de altitude para qualquer ave. Essa habilidade é possível graças a uma subunidade alfaD de hemoglobina com afinidade superior por oxigênio, permitindo absorção eficiente mesmo em baixa pressão parcial na troposfera superior.
Habitam savanas abertas e áridas, áreas semi-desérticas, zonas limites do deserto e montanhas. Repousam em rochedos inacessíveis ou árvores, geralmente Acacia. Cerca de duas horas após o nascer do sol, quando começam as correntes térmicas, abandonam os pousos e patrulham as planícies usando sua extraordinária visão para localizar carcaças ou identificar carnívoros com presas. Possuem um bico especialmente potente e continuam comendo pele e ossos após consumir as partes mais macias, chegando a comer até quase não conseguirem levantar voo. Suas línguas têm forma especial que auxilia na remoção de carne dos ossos.
Reprodução
Nidificam em falésias elevadas, construindo ninhos volumosos com gravetos, ervas e folhas. O macho prepara o ninho enquanto a fêmea transporta materiais. A fêmea põe um único ovo incubado por ambos os progenitores durante 55 dias. O filhote adquire sua plumagem completa e fica pronto a voar ao fim de 12 semanas, sendo alimentado pelos dois pais.
Galeria
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