Hydropotes inermis
Hydropotes inermis · species
O hidrópote é um pequeno veado asiático sem chifres, caracterizado pelos longos caninos recurvos dos machos que excedem o queixo. Natural da China e Coreia, adapta-se bem a zonas pantanosas e de vegetação densa.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 77 cm a 1 m |
|---|---|
| Peso | 12 a 18,5 kg (em média 13 kg) |
| Longevidade | Aproximadamente 12 anos (em cativeiro e em estado selvagem) |
| Gestação | 170 a 210 dias |
| Filhotes por ninhada | Até 8 em estado selvagem; 2 a 3 em cativeiro |
| Dieta | Ervas, juncos e raízes |
| Habitat | Zonas pantanosas, pradarias relvosas, orlas fluviais com canaviais e junqueiras |
| Distribuição | Bacia do Baixo Rio Amarelo (Leste-central da China) e Coreia; introduzido no Reino Unido e França |
O hidrópote é um pequeno cervídeo asiático natural da bacia do Baixo Rio Amarelo na China e da Coreia. Distingue-se dos demais veados pela completa ausência de hastes, tanto nos machos quanto nas fêmeas, e pelo desenvolvimento excepcional de caninos superiores, especialmente nos machos, que chegam a medir até 5,2 centímetros e ultrapassam o queixo. Nas fêmeas, esses caninos são bem mais reduzidos, com cerca de 5 milímetros.
Fisicamente, trata-se de um animal rabicurto com pelagem castanho-clara e textura crespa. O focinho apresenta tons acinzentados com matizes avermelhados, enquanto o queixo, pescoço e ventre mostram coloração esbranquiçada. Uma característica notável é a presença de manchas negras de cada lado do lábio inferior, que realçam os caninos. Durante o inverno, os pelos mais compridos, localizados no flanco e quadris, podem atingir até 4 centímetros de comprimento.
Habita zonas pantanosas, pradarias relvosas e especialmente territórios próximos a canaviais e junqueiras das orlas fluviais. Demonstra notável aptidão para se acaçapar entre a vegetação, preferindo espaços que ofereçam refúgios naturais. A espécie é predominantemente solitária, embora ocasionalmente se encontre em pares. Os machos defendem seus territórios com ciosamente contra rivais, travando combates nos quais usam seus caninos para ferir adversários, frequentemente resultando em ferimentos graves durante a época de acasalamento.
O comportamento reprodutivo envolve acasalamento sazonal, com época que ocorre entre novembro e janeiro em estado selvagem. As fêmeas em habitat natural produzem ninhadas de até 8 filhotes, notavelmente maiores que as de outros cervídeos, embora em cativeiro geralmente não ultrapassem dois ou três filhotes. As crias nascem com padrão de pelagem caracterizado por ocelos e riscos longitudinais que desaparecem com a idade.
A dieta consiste em ervas, juncos e raízes, com preferência marcada por vegetais com baixo teor de fibra e alto teor de hidratos de carbono solúveis. Essa seletividade alimentar relaciona-se com o subdesenvolvimento da pança, o primeiro compartimento do sistema digestivo ruminante da espécie, que reduz sua eficiência na digestão de carboidratos vegetais mais complexos.
Galeria
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