Irara
Eira barbara · species
A irara é um mustelídeo onívoro e ágil escalador encontrado na América do Sul e Central, com pelagem escura e longa cauda usada para equilíbrio.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 56 a 71 centímetros (sem incluir cauda) |
|---|---|
| Cauda | 37 a 46 centímetros |
| Peso | 2,7 a 7,0 quilos |
| Pelagem | Curta, marrom escura a preta, com mancha amarela ou laranja no peito |
| Habitat | Florestas tropicais e subtropicais da América do Sul e Central |
| Dieta | Onívora: roedores, pequenos mamíferos, pássaros, lagartos, invertebrados, frutas e mel |
| Comportamento | Diurno, geralmente solitário, escalador experiente, ativo principalmente ao entardecer em áreas próximas a humanos |
| Conservação | Preocupante (UICN); vulnerável no Rio Grande do Sul |
A irara, também conhecida como jaguapé, papa-mel ou taira, é um mustelídeo onívoro da família Mustelidae e única espécie do gênero Eira. Apresenta corpo alongado e esguio, semelhante ao das martas e doninhas, com pelagem curta que varia entre marrom escura e preta, relativamente uniforme pelo corpo, membros e cauda, exceto por uma mancha amarela ou laranja no peito. A cabeça e pescoço possuem pelagem muito mais pálida, tipicamente bronzeada ou acinzentada.
Os pés apresentam dedos de comprimento desigual com garras curtas, curvas e fortes, adaptadas para escalar e correr. A cabeça possui orelhas pequenas e arredondadas, bigodes longos e olhos pretos com brilho azul esverdeado. Como outros mustelídeos, possuem glândulas odoríferas anais, embora não sejam particularmente grandes.
Encontram-se na maior parte da América do Sul a leste dos Andes, exceto no Uruguai, leste do Brasil e norte da Argentina. Também habitam toda a América Central, do México até Honduras, e a ilha de Trindade. Geralmente vivem em florestas tropicais e subtropicais, cruzando pastagens à noite para se deslocar entre fragmentos florestais, além de habitarem plantações e áreas de cultivo. Não ocorrem em altitudes superiores a 2.400 metros, sendo raras acima de 1.200 metros. No Brasil, aparecem na Mata Atlântica, Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.
São animais diurnos, embora ocasionalmente ativos ao entardecer ou à noite, especialmente próximos de territórios humanos, onde podem ser crepusculares. Geralmente solitários, ocasionalmente aparecem em pares ou grupos (representando uma fêmea com filhotes). Como onívoros oportunistas, caçam roedores e pequenos mamíferos, pássaros, lagartos e invertebrados, além de escalarem árvores para obter frutas e mel. Localizam a presa principalmente pelo olfato, pois possuem visão relativamente fraca. São escaladores experientes que usam a longa cauda para equilíbrio e em solo ou galhos horizontais adotam um galope saltitante em alta velocidade.
As populações selvagens diminuem lentamente, ameaçadas por atropelamentos, competição com animais domésticos, transmissão de doenças, morte acidental em queimadas de canaviais e conflitos com avicultores, apicultores e agricultores. A espécie é listada como preocupante pela UICN, exceto a subespécie E. b. senex, classificada como vulnerável. No Brasil, é considerada menos preocupante em São Paulo e Paraná, mas vulnerável no Rio Grande do Sul.
Galeria
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