Laverca
Alauda arvensis · species
A laverca é uma cotovia castanha e discreta das planícies europeias que canta em voo espiral e migra sazonalmente entre norte e sul.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 17 a 19 cm |
|---|---|
| Peso | 30 a 50 g |
| Envergadura | 35 cm |
| Velocidade de migração diária | 30 a 80 km por dia |
| Período de incubação | 11 dias |
| Tempo de permanência no ninho (crias) | 10 dias |
| Autonomia das crias | 3 a 4 semanas |
| Posturas por ano | 2 a 3 |
| Tamanho da postura | 2 a 5 ovos |
| Dieta | Insectos, larvas, minhocas, grãos e sementes |
| Habitat | Planícies, turfeiras, charnecas, campos e pântanos |
| Distribuição | Europa ocidental, norte de África, Turquia e litoral do Mar Negro |
A laverca, também chamada de laverca-eurasiática, cotovia ou calhandra, é uma ave passeriforme da família dos Alaudídeos. Sua plumagem castanha listrada de preto e castanho escuro oferece camuflagem perfeita no solo onde passa a maior parte do tempo. O barrete levemente mais escuro, a garganta amarelada com estrias finas e o bico curto e grosso caracterizam a espécie. As rectrizes externas da cauda alongada são brancas, enquanto o resto dela é quase negro.
Vive em grande variedade de habitats, desde planícies até altitudes elevadas, ocupando turfeiras, charnecas, campos e pântanos em toda a Europa ocidental, norte de África, Turquia e litoral do Mar Negro. Em Portugal, durante primavera e verão concentra-se sobretudo a norte do Tejo em zonas acima de 800 metros, enquanto no inverno desloca-se para as terras baixas agrícolas do sul.
Fora da época reprodutiva é gregária, juntando-se em bandos de até 100 indivíduos, frequentemente com outras espécies como petinhas e tentilhões. A maioria das populações são sedentárias, mas as do norte migram sazonalmente para o sul. O macho canta a cerca de 50 a 60 metros do ninho, emitindo um som harmoniosos e prolongado, muitas vezes em voo espiral ascendente que termina em queda em voo picado. Nas migrações pode percorrer entre 30 e 80 quilômetros por dia.
A reprodução envolve uma parada nupcial conspícua: o macho sobe e desce em espiral enquanto canta, depois deixa-se cair até o solo como uma pedra. Monogâmicos, permanecem juntos durante toda a época reprodutiva. A fêmea constrói o ninho numa cova no chão, forrada com penas e crinas, onde põe dois a cinco ovos que incuba durante 11 dias. Os filhotes deixam o ninho após 10 dias e tornam-se autónomos em três a quatro semanas, com duas ou três posturas realizadas por ano.
Alimenta-se principalmente de insectos, larvas e minhocas, complementando sua dieta com grãos e sementes. A espécie enfrenta declínio pelo desaparecimento de áreas abertas propícias e pela pressão de técnicas agrícolas intensivas.
Galeria
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