Mico-leão-dourado
Leontopithecus rosalia · species
Primata endêmico da Mata Atlântica no Rio de Janeiro com pelagem dourada característica e juba proeminente, pesando até 800 gramas em cativeiro.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Peso | 620 g (média); até 800 g em cativeiro |
|---|---|
| Comprimento | 26 cm sem a cauda |
| Gestação | 130 dias |
| Tamanho da ninhada | Gêmeos |
| Habitat | Mata Atlântica no Rio de Janeiro, estratos altos da floresta (3-10 m) |
| Dieta | Frutos, invertebrados, pequenos vertebrados e néctar |
| Conservação | Em perigo (IUCN e ICMBio); ~3.200 indivíduos em liberdade |
O mico-leão-dourado é um primata endêmico da Mata Atlântica brasileira, ocorrendo exclusivamente no estado do Rio de Janeiro, principalmente na Reserva Biológica Poço das Antas e na Reserva Biológica União. A espécie habita os estratos mais altos da floresta, entre três e 10 metros de altura, em regiões de clima quente e úmido com precipitações até 1500 mm anuais.
Caracteriza-se pela pelagem integralmente ruiva a dourada, com juba distinta formada por pelos que emergem das bochechas, cabeça, pescoço e cobrem as orelhas. O corpo mede 26 cm de comprimento sem a cauda e pesa 620 g em média, sendo o maior membro da subfamília Callitrichinae quando em cativeiro, alcançando até 800 g. Possui garras em lugar de unhas e o terceiro dedo extremamente longo, adaptado para procurar presas. A face é negra e quase nua, e apresenta 30 dentes com incisivos muito semelhantes a caninos.
O comportamento social organiza-se em grupos de até 9 indivíduos estruturados como famílias, onde a poliandria é comum e a poliginia ocorre em menor proporção. São animais diurnos e muito ativos nas primeiras horas da manhã. Alimentam-se de frutos, invertebrados e pequenos vertebrados na estação chuvosa, e de néctar na estação seca. Produzem um repertório variado de vocalizações em contextos específicos e dão à luz a gêmeos após gestação de 130 dias, com machos e crias de gerações anteriores participando do cuidado parental.
A espécie enfrenta risco crítico de extinção, com aproximadamente 3 200 indivíduos em liberdade graças a esforços contínuos de conservação e reprodução. Historicamente ocorria nas florestas da bacia do rio São João até o litoral em Cabo Frio, mas a fragmentação de habitat reduziu drasticamente sua distribuição. Atualmente funciona como espécie bandeira para conservação da Mata Atlântica, com populações em cativeiro relativamente numerosas e estáveis.
Galeria
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