Pandion haliaetus
Pandion haliaetus · species
Pandion haliaetus é uma águia-pescadora de médio porte que captura peixes em voo com um mergulho preciso a partir de pouca altura.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 57 cm |
|---|---|
| Peso | até 2,1 kg |
| Envergadura | 2 metros |
| Dieta | Quase exclusivamente peixe (sargos, robalos, tainhas, carpas); ocasionalmente pequenos mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e invertebrados |
| Habitat | Estuários, barragens, cursos de água de caudal lento, orla costeira, falésias escarpadas e ilhas rochosas |
| Distribuição | Todos os continentes; população mundial em cerca de 30 mil casais |
Pandion haliaetus, conhecida como águia-pescadora ou águia-pesqueira conforme a região, é uma ave de rapina de porte médio que representa o único membro de sua espécie e da família Pandionídeos. Distribui-se praticamente em todos os continentes, com populações nidificantes sobretudo na América do Norte e outras populações migrantes.
Morfologicamente, possui cabeça e partes inferiores brancas contrastando com partes superiores pardo-anegradas, asas longas e estreitas marcadas por manchas negras, além de uma cauda curta. As patas apresentam tonalidade cinzento-azulada e o bico é preto e enganchado. Sua silhueta em voo, com asas ligeiramente arqueadas, pode lembrar a de uma gaivota.
A espécie alimenta-se quase exclusivamente de peixe de tamanho médio, capturando-o através de mergulhos aéreos com as patas estendidas para frente no momento final. Estes mergulhos podem iniciar-se a pouco mais de cinco metros acima da água ou de altitudes até 70 metros, conforme o contexto de caça. Entre as espécies preferenciais encontram-se sargos e robalos em zonas costeiras, tainhas em estuários e carpas em água doce. Ocasionalmente incorpora pequenos mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e invertebrados à sua dieta.
Trata-se de uma ave de hábitos solitários, embora registros documentem aglomerados dispersos. Durante o período reprodutor apresenta variadas vocalizações na zona de nidificação. Casais são tipicamente monógamos, com ligação que dura uma estação reprodutiva. A espécie nidifica próxima a corpos de água, preferindo árvores, embora em regiões mediterrânicas utilize falésias escarpadas ou ilhas rochosas. No fim do verão migra para o sul, passando o inverno em zonas tropicais e retornando na primavera ao mesmo local de reprodução.
A população mundial situa-se em cerca de 30 mil casais. Em Portugal, a espécie foi dada como extinta em 1997 após longo declínio provocado pela transformação do litoral alentejano, caça associada e perturbação humana. Um programa de reintrodução iniciou-se em 2011 na Barragem de Alqueva, com 40 juvenis libertados, tendo um casal reprodutor sido posteriormente descoberto no Parque Natural da Costa Vicentina em 2015.
Galeria
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