Pato-de-cabeça-rosa
Rhodonessa caryophyllacea · species
Pato-de-cabeça-rosa era uma ave aquática extinta que habitava os rios Ganges e Brahmaputra, desaparecida em 1936 pela caça intensa dos colonos britânicos.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 60 cm em média |
|---|---|
| Envergadura alar | 25 cm em média |
| Dieta | Onívora (moluscos, crustáceos, vegetação aquática) |
| Habitat | Margens alagadas e pantanosas dos rios Ganges e Brahmaputra |
| Reprodução | Abril a maio, 5 a 10 ovos por postura |
| Conservação | Extinta desde 1936 |
O pato-de-cabeça-rosa era uma ave anseriforme que vivia nas margens alagadas e pantanosas dos rios Ganges e Brahmaputra, entre a Índia e Bangladesh. Descrita pela primeira vez em 1790, a espécie desapareceu em 1936.
A principal característica da espécie era a coloração da cabeça e pescoço posterior em tons de rosa claro, marcados por uma risca mais escura sob a testa. O restante da plumagem apresentava tons castanho-chocolate, com as pontas das asas em branco amarelado. As fêmeas tinham plumagem mais baça e a cabeça em rosa claro esbranquiçado. Os olhos eram avermelhados, as patas altas e negras, enquanto o pescoço e bico se destacavam pela elegância e relativo comprimento.
O pato-de-cabeça-rosa tinha hábitos diurnos e passava a maior parte do tempo nadando em busca de alimento. Sua alimentação era onívora, baseada em moluscos, pequenos crustáceos e vegetação aquática. Embora preferisse a superfície, realizava também curtos mergulhos.
A reprodução ocorria entre abril e maio. Os ninhos eram construções circulares com quase dois metros de diâmetro em zonas de vegetação densa próximas à margem do rio. As posturas continham entre 5 a 10 ovos amarelados e esféricos.
O declínio começou no fim do século XIX devido à intervenção humana. A espécie foi intensamente caçada pelos colonos britânicos na Índia e Bangladesh por sua aparência exótica, apesar de não ser considerada especialidade gastronômica. O aumento populacional nas áreas de habitat também exerceu pressão sobre a população. Por volta de 1900, era já rara. Um dos últimos registos visuais ocorreu em 1925. No fim dos anos vinte, três casais vivos foram capturados e levados para uma propriedade privada em Surrey, no Reino Unido, onde sobreviveram bem mas não se reproduziram. O último indivíduo morreu em 1936.
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