Pato-do-mato
Cairina moschata · species
Pato nativo da América Central e do Sul, maior que o pato-doméstico, com plumagem preta e faixa branca nas asas. Domesticado há séculos por povos indígenas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | Aproximadamente 85 cm (machos) |
|---|---|
| Envergadura | 120 cm |
| Peso | Machos: 2,2 kg; Fêmeas: aproximadamente metade (1,1 kg) |
| Postura | 5 a 12 ovos por ninhada |
| Período de incubação | Aproximadamente 28 dias |
| Período reprodutivo | Outubro a março |
| Capacidade de voo dos filhotes | 5 a 8 semanas após o nascimento |
| Habitat | América Central e América do Sul, desde o México até os Pampas (Rio Grande do Sul) |
| Alimentação | Raízes, sementes, folhas de plantas aquáticas, anfíbios, répteis, crustáceos, insetos, pequenos mamíferos, peixes pequenos e médios, cobras pequenas, filhotes de tartaruga |
| Conservação | Protegido pela legislação brasileira |
O pato-do-mato é um anseriforme nativo do Brasil, com ocorrência na América Central e América do Sul, desde o México até os Pampas do Rio Grande do Sul. Maior que o pato-doméstico, a espécie selvagem possui o dorso preto e uma faixa branca na parte de baixo das asas, embora a domesticação tenha produzido uma ampla variedade de colorações de plumagem.
Os machos chegam a quase o dobro do tamanho das fêmeas e jovens. Apresentam um comprimento de aproximadamente 85 centímetros e envergadura de 120 centímetros. O peso no macho é de 2,2 quilos, enquanto a fêmea pesa aproximadamente a metade. Os machos possuem a pele nua vermelha ao redor dos olhos e uma carúncula da mesma cor acima da base do bico. Não emitem chamados em voo ou pousados, produzindo apenas um sibilo agressivo nas disputas entre machos. A batida de asas é relativamente lenta e produz um sibilar notável ao passarem próximo.
Sua alimentação consiste em raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, anfíbios, répteis, crustáceos, insetos, pequenos mamíferos (sobretudo roedores), peixes de pequeno e médio porte, pequenas cobras e filhotes de tartaruga. Realizam a filtragem da água em busca de invertebrados aquáticos com o bico, na lama do fundo ou nadando com a cabeça e pescoço afundados.
Reprodução
O pato-do-mato geralmente procura um parceiro no inverno. As fêmeas constroem seus ninhos com grama, juncos ou em ocos de árvores. Uma vez que a fêmea põe de 5 a 12 ovos, ela senta neles para mantê-los aquecidos. Os filhotes nascem em média cerca de 28 dias. A mãe mantém sua ninhada de patinhos juntos para protegê-los dos predadores como guaxinim, tartarugas, falcões, peixes grandes e cobras. Os filhotes são capazes de voar dentro de 5 a 8 semanas. O período de reprodução vai de outubro à março.
Domesticado há séculos pelos povos indígenas da América do Sul, é o ancestral das subespécies domésticas distribuídas pelo planeta. No Brasil, há referências de que o pato-do-mato já era domesticado pelos indígenas antes da chegada dos europeus. Sua domesticação é fácil desde que sejam nascidos e criados em cativeiro, e é o ingrediente fundamental do prato paraense pato no tucupi, de origem indígena.
Galeria
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