pato-do-mato
📷 Arthur Windsor · CC-BY ·fonte
Ave Pouco preocupante LC

Pato-do-mato

Cairina moschata · species

Pato nativo da América Central e do Sul, maior que o pato-doméstico, com plumagem preta e faixa branca nas asas. Domesticado há séculos por povos indígenas.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
ComprimentoAproximadamente 85 cm (machos)
Envergadura120 cm
PesoMachos: 2,2 kg; Fêmeas: aproximadamente metade (1,1 kg)
Postura5 a 12 ovos por ninhada
Período de incubaçãoAproximadamente 28 dias
Período reprodutivoOutubro a março
Capacidade de voo dos filhotes5 a 8 semanas após o nascimento
HabitatAmérica Central e América do Sul, desde o México até os Pampas (Rio Grande do Sul)
AlimentaçãoRaízes, sementes, folhas de plantas aquáticas, anfíbios, répteis, crustáceos, insetos, pequenos mamíferos, peixes pequenos e médios, cobras pequenas, filhotes de tartaruga
ConservaçãoProtegido pela legislação brasileira

O pato-do-mato é um anseriforme nativo do Brasil, com ocorrência na América Central e América do Sul, desde o México até os Pampas do Rio Grande do Sul. Maior que o pato-doméstico, a espécie selvagem possui o dorso preto e uma faixa branca na parte de baixo das asas, embora a domesticação tenha produzido uma ampla variedade de colorações de plumagem.

Os machos chegam a quase o dobro do tamanho das fêmeas e jovens. Apresentam um comprimento de aproximadamente 85 centímetros e envergadura de 120 centímetros. O peso no macho é de 2,2 quilos, enquanto a fêmea pesa aproximadamente a metade. Os machos possuem a pele nua vermelha ao redor dos olhos e uma carúncula da mesma cor acima da base do bico. Não emitem chamados em voo ou pousados, produzindo apenas um sibilo agressivo nas disputas entre machos. A batida de asas é relativamente lenta e produz um sibilar notável ao passarem próximo.

Sua alimentação consiste em raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, anfíbios, répteis, crustáceos, insetos, pequenos mamíferos (sobretudo roedores), peixes de pequeno e médio porte, pequenas cobras e filhotes de tartaruga. Realizam a filtragem da água em busca de invertebrados aquáticos com o bico, na lama do fundo ou nadando com a cabeça e pescoço afundados.

Reprodução

O pato-do-mato geralmente procura um parceiro no inverno. As fêmeas constroem seus ninhos com grama, juncos ou em ocos de árvores. Uma vez que a fêmea põe de 5 a 12 ovos, ela senta neles para mantê-los aquecidos. Os filhotes nascem em média cerca de 28 dias. A mãe mantém sua ninhada de patinhos juntos para protegê-los dos predadores como guaxinim, tartarugas, falcões, peixes grandes e cobras. Os filhotes são capazes de voar dentro de 5 a 8 semanas. O período de reprodução vai de outubro à março.

Domesticado há séculos pelos povos indígenas da América do Sul, é o ancestral das subespécies domésticas distribuídas pelo planeta. No Brasil, há referências de que o pato-do-mato já era domesticado pelos indígenas antes da chegada dos europeus. Sua domesticação é fácil desde que sejam nascidos e criados em cativeiro, e é o ingrediente fundamental do prato paraense pato no tucupi, de origem indígena.

pato-do-mato
📷 Eridan Xharahi · CC-BY
pato-do-mato
📷 Jade Fortnash · CC0

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes