Rinoceronte-branco
Ceratotherium simum · species
O rinoceronte-branco é o maior dos rinocerontes, pesando até 3.600 kg e alcançando mais de 4 metros de comprimento. Tem uma boca larga adaptada para comer gramas rasteiras.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Peso | 1.700 kg (fêmeas) a 4.530 kg (máximo registrado) |
|---|---|
| Comprimento | 3,4 a 4 metros |
| Altura no ombro | 1,60 a 1,86 metros |
| Longevidade | até 45 anos |
| Dieta | Gramíneas rasteiras |
| Habitat | Zonas descampadas e planas da África |
| Conservação | Quase ameaçada (IUCN) |
O rinoceronte-branco, Ceratotherium simum, é o maior de todas as espécies de rinoceronte. Seu corpo maciço e sua cabeça grande, associados a um pescoço curto e grosso, refletem a robustez característica dos mamíferos perissodáctilos de maior porte. O nome "branco" não faz referência à cor da pele, que é escura e lisa, mas sim ao formato largo de sua boca — adaptação que permite se alimentar de gramas rasteiras junto ao solo.
Os machos alcançam entre 3,7 e 4 metros de comprimento total, pesando em média 3.600 quilogramas, enquanto as fêmeas medem de 3,4 a 3,65 metros e pesam cerca de 1.700 quilogramas. A altura no ombro varia de 1,70 a 1,86 metros nos machos e 1,60 a 1,77 metros nas fêmeas. Espécimes maiores já foram registrados, chegando até 4.530 quilogramas. Dois chifres de queratina endurecida adornam o focinho, sendo o anterior maior e medindo em média 60 centímetros, embora possam atingir até 150 centímetros em algumas fêmeas.
Características
Uma corcunda notável se projeta na região posterior do pescoço. Cada pata possui três dedos, e a cor do corpo varia entre tons de castanho amarelado e cinza. Os únicos pelos visíveis estão nas orelhas e na cauda. As orelhas movem-se de forma independente para captar melhor os sons, e o olfato é relativamente aguçado — os rinocerontes brancos possuem as mais largas narinas entre todos os animais terrestres, compensando assim uma fraca visão.
Habitat e distribuição
A espécie ocupa zonas descampadas e planas da África. Historicamente distribuída em áreas do sul do Chade, leste da República Centro-Africana, sudoeste do Sudão e Uganda, bem como em grande parte do sul africano, a população hoje se concentra principalmente em áreas protegidas. A subespécie do sul foi quase extinta no final do século XIX, mas uma população de menos de 100 indivíduos foi redescoberta em 1895 em KwaZulo-Natal. Em 2023, existem aproximadamente 18.000 animais em áreas protegidas. As queimadas e a exploração de minérios continuam reduzindo seu habitat natural.
Conservação
A IUCN lista a espécie como quase ameaçada. A subespécie do norte, uma vez distribuída na África central, está à beira da extinção, com apenas duas fêmeas vivas em 2018, após a morte do último macho aos 45 anos. Esses dois indivíduos vivem sob proteção 24 horas em um conservatório no Quênia. A principal ameaça é a caça ilegal para obtenção do chifre, usado na medicina tradicional oriental com base em crenças infundadas sobre propriedades curativas — nenhuma propriedade medicinal foi confirmada por estudos científicos.
Galeria
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