Rinoceronte-de-sumatra
Dicerorhinus sumatrensis · species
O rinoceronte-de-sumatra é a menor espécie vivente de rinoceronte, com pelagem marrom-acinzentada única entre seus parentes. Considerado em perigo crítico, restam apenas cerca de 300 indivíduos isolados na Indonésia e Malásia.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Corno anterior | 15 a 25 cm (registros de até 80 cm) |
|---|---|
| Corno posterior | Cerca de 10 cm |
| População estimada | Aproximadamente 300 indivíduos |
| Status de conservação | Em perigo crítico (IUCN) |
| Distribuição atual | Malásia peninsular, Sumatra e Bornéu |
O rinoceronte-de-sumatra é a menor das cinco espécies viventes de rinocerontes da família Rhinocerotidae. Possui dois cornos, como seus parentes africanos, sendo o anterior muito maior que o posterior. Sua pelagem marrom-acinzentada o distingue de todos os outros membros da família, e ele apresenta mais pêlos que os demais rinocerontes. Os filhotes e adultos jovens exibem uma pelagem mais densa e longa, que se torna mais esparsa e escura conforme o animal envelhece.
Pouco se conhece sobre sua ecologia e comportamento na natureza devido aos seus hábitos furtivos e noturnos e à dificuldade de pesquisa em ambientes florestais. A espécie é notavelmente a que mais vocaliza entre os rinocerontes. Originalmente distribuído pelo sudeste asiático, foi dizimado em grande parte de sua área geográfica, restando apenas pequenas populações isoladas na Indonésia e Malásia.
O rinoceronte-de-sumatra habita preferencialmente florestas tropicais e florestas úmidas de altitude, sendo encontrado principalmente em áreas montanhosas próximas a fontes de água. Ocasionalmente ocorre em florestas marginais e secundárias, podendo mover-se para regiões mais baixas em determinadas estações do ano.
Considerado em perigo crítico pela IUCN, sua população é estimada em torno de 300 animais, dificultada por seus hábitos solitários. O declínio da espécie é atribuído principalmente à caça predatória para o comércio ilegal dos cornos, que possuem alto valor na medicina tradicional chinesa. Outros fatores incluem a perda de habitat para agricultura, pecuária e indústria madeireira.
Programas de conservação ex situ iniciaram em 1984 na Malásia e posteriormente em santuários regionais. O Zoológico de Cincinnati é o único lugar fora do sudeste asiático que mantém uma coleção e programa de reprodução, obtendo êxito em 2001 com o primeiro nascimento em cativeiro, seguido por mais dois partos bem-sucedidos.
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





