Sagüi-de-cabeça-branca
📷 Madeleine Claire · CC-BY ·fonte
Mamífero Criticamente em perigo CR

Sagüi-de-cabeça-branca

Saguinus oedipus · species

Macaco arborícola do noroeste colombiano, reconhecido pela crista branca no topo da cabeça. Um dos primatas mais raros do mundo, com apenas 6 mil indivíduos em liberdade.

Saguinus oedipus é um macaco arborícola do noroeste colombiano, facilmente identificado por uma longa crista de pelos brancos que cobre o topo da cabeça e se estende até os ombros. Pesa aproximadamente 432 gramas em média e mede entre 20,8 e 25,9 centímetros de comprimento corporal, com cauda não preênsil de 33 a 41 centímetros. A pele da face é preta, com bandas cinza ou branca acima dos olhos que continuam pela borda até a mandíbula. O dorso apresenta coloração marrom, enquanto as partes inferiores, braços e pernas são amarelo-esbranquiçados; as nádegas, coxas internas e porção superior da cauda exibem coloração vermelho-alaranjada.

Encontrado apenas em pequenos fragmentos florestais e reservas do noroeste da Colômbia, entre os rios Cauca e Magdalena ao sul e o rio Atrato a oeste, habita florestas tropicais primárias e secundárias desde zonas úmidas até secas. Raramente ocorre em altitudes superiores a 400 metros, embora possa ser encontrado a mais de 1500 metros. Prefere os estratos mais baixos da floresta e pode se adaptar a fragmentos florestais perturbados pelo homem.

A dieta é composta principalmente por frutos (40%) e itens de origem animal (40%), incluindo insetos, exsudatos como goma e seiva, néctar, e ocasionalmente pequenos répteis e anfíbios. Devido ao pequeno tamanho e alto metabolismo, requer uma dieta energética de boa qualidade. Desempenha papel importante como dispersor de sementes em ecossistemas tropicais, ingerindo sementes menores que primatas maiores, as quais apresentam maiores taxas de germinação após passarem pelo sistema digestivo.

Diurno, dorme em grupos sociais na folhagem e deixa os sítios de descanso aproximadamente uma hora após o amanhecer para forragear, descansar e se catar. Inicia atividades tarde e acelera o ritmo conforme o anoitecer, evitando encontros com predadores crepusculares ou noturnos como aves de rapina, mustelídeos, felídeos e cobras. Apresenta estrutura social hierárquica clara, onde apenas um casal dominante se reproduz; fêmeas produzem feromônios que inibem a reprodução de outras, e geralmente dão à luz a gêmeos.

Classificado como "criticamente em perigo" pela IUCN, com apenas cerca de 6 mil indivíduos em liberdade, a espécie enfrenta a destruição de seu habitat na floresta de terras baixas do noroeste colombiano, reduzida a menos de 5% de sua cobertura original. Antes de receber proteção total pela CITES em 1976, mais de 40 mil indivíduos foram capturados e exportados para pesquisa médica.

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📷 David F. Belmonte · CC-BY
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📷 Rafael Tosi · CC-BY

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