Tatu-canastra
Priodontes maximus · species
O tatu-canastra é a maior espécie viva de tatu da América do Sul. Com mais de um metro de comprimento e garras imensas, cava tocas para buscar cupins e formigas.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Peso | 18,7–32,5 kg em adultos; até 80 kg em cativeiro |
|---|---|
| Comprimento | 75–100 cm (corpo); cauda adiciona 50 cm |
| Garras | Terceira garra pode alcançar 22 cm de comprimento |
| Dentes | 80 a 100 dentes, mais que qualquer outro mamífero terrestre |
| Dieta | Cupins, formigas, insetos, aranhas, minhocas, larvas, cobras e carniça |
| Habitat | Florestas tropicais e subtropicais, cerrado, regiões secas, planícies de inundação |
| Distribuição | América do Sul (Venezuela até norte da Argentina); ampla distribuição no Brasil |
| Conservação | Vulnerável à extinção |
O tatu-canastra é a maior espécie viva de tatu, encontrada em boa parte da América do Sul, a leste dos Andes. Vive desde a Venezuela até o norte da Argentina, com ampla distribuição no Brasil, principalmente na Amazônia, Cerrado e Pantanal. A espécie é considerada vulnerável à extinção, sobretudo pela caça e perda de habitat.
Seus traços físicos são marcantes: o corpo coberto de escamas em 11 a 13 bandas articuladas, coloração marrom escuro com faixas amareladas nas laterais e cabeça pálida. Possui cerca de 80 a 100 dentes que crescem continuamente ao longo da vida e carecem de esmalte. As garras dianteiras são proporcionalmente as maiores de qualquer mamífero vivo, com a terceira garra podendo alcançar até 22 centímetros de comprimento. É quase inteiramente desprovido de pelos, com apenas alguns fios de cor bege projetando-se entre as escamas.
Habitat e comportamento
O tatu-canastra habita florestas tropicais e subtropicais, cerrados, regiões secas e planícies de inundação. Demonstra preferência pelo cerrado no Brasil Central, utilizando diferentes formações vegetais conforme a região. No Pantanal, escava tocas em florestas estacionais semideciduais e em fragmentos de savana. Apesar de sua capacidade de nadar e tolerar ambientes inundáveis, o animal raramente afasta-se mais de 100 metros da vegetação nativa, mesmo quando usa paisagens alteradas como rotas de passagem.
Alimenta-se principalmente de cupins e formigas, além de ocasionalmente consumir insetos, aranhas, minhocas, larvas, cobras e carniça. A espécie demonstra forte preferência por habitats abertos em determinadas localidades, enquanto em outras utiliza uma variedade maior de ambientes. Queimadas representam uma ameaça significativa, com registros de indivíduos mortos pelo fogo, embora haja indicações de que possam forragear em áreas queimadas com frequência semelhante às não queimadas.
Galeria
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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





