Vaquita
📷 Paula Olson, NOAA · PD ·fonte
Mamífero Criticamente em perigo CR

Vaquita

Phocoena sinus · species

A vaquita é o cetáceo mais ameaçado do mundo e o menor da família Phocoenidae, com apenas alguns indivíduos restantes no Golfo da Califórnia.

A vaquita-marinha (Phocoena sinus) é a menor e mais ameaçada espécie de cetáceo vivo. Endêmica do extremo norte do Golfo da Califórnia, recebeu também os nomes de marsuíno-do-golfo-da-califórnia, toninha-do-golfo e cochito. Assumiu o título de cetáceo mais ameaçado após a extinção do baiji em 2006, sendo classificada como Criticamente em Perigo desde 1996.

Características

A vaquita é distinguível pelos anéis escuros ao redor de seus olhos, manchas em seus lábios e uma linha que se estende desde suas barbatanas dorsais até sua boca. Suas costas possuem cinza escuro que se desvanece na parte inferior branca, com os tons ficando mais claros conforme amadurecem. As fêmeas adultas têm comprimento médio de 140,6 cm, enquanto os machos atingem 134,9 cm. Suas barbatanas são proporcionalmente maiores que as de outros focenídeos, mais altas e mais falcadas, enquanto o crânio é menor e o rosto mais curto e largo do que em outros membros do gênero.

Comportamento

Vaquitas utilizam sons agudos para se comunicarem entre si e para navegar através da ecolocalização. Geralmente se alimentam e nadam em ritmo calmo, evitando barcos e sendo muito evasivas. Vão à superfície para respirar e desaparecem rapidamente, o que dificulta sua observação. Costumam ser vistas isoladamente ou em pequenos grupos de dois ou três indivíduos, sendo menos sociais que outras espécies de toninhas. É a única espécie da família Phocoenidae que vive em águas quentes.

Dieta e habitat

São predadores de crustáceos, peixes pequenos, polvos e lulas. Todas as 17 espécies de peixes encontradas em seus estômagos habitam águas relativamente rasas no Golfo da Califórnia e podem ser classificadas como espécies demersais ou bentônicas. O habitat da vaquita é restrito à área norte do Golfo da Califórnia, em lagoas rasas e escuras ao longo da costa. Raramente nadam abaixo de 30 m e são conhecidas por sobreviver em áreas tão rasas que suas costas se projetam acima da superfície. Tendem a escolher habitats com águas turvas, que possuem alto teor de nutrientes atraindo suas presas.

Ciclo reprodutivo

Estimativas afirmam que vaquitas vivem cerca de 20 anos em condições ideais. Amadurecem sexualmente a 1,3 m de comprimento, aos 3 anos de idade, embora mais provavelmente aos 6 anos. A reprodução ocorre durante o final da primavera ou início do verão, com período de gestação entre 10 e 11 meses. Geralmente têm um filhote em março, com período entre nascimentos de 1 a 2 anos. Os jovens são amamentados por cerca de 6 a 8 meses até serem capazes de cuidar de si mesmos.

Conservação

A população foi estimada em 600 em 1997, abaixo de 100 em 2014, aproximadamente 60 em 2015, em torno de 30 em novembro de 2016, e cerca de 12 em março de 2018. Uma estimativa de março de 2019, com base em dados acústicos, indicava no máximo 22 e um mínimo de 6 vaquitas vivas, com a IUCN estimando cerca de 10 indivíduos. O decréscimo populacional é atribuído às capturas acidentais em redes de emalhar ilegais destinadas ao totoaba. O governo mexicano aprovou um programa inédito de proteção em cativeiro em 2017, embora a viabilidade reprodutiva em confinamento permaneça incerta. A intensificação da caça furtiva e a população extremamente baixa tornam provável a extinção da espécie a menos que sejam tomadas medidas drásticas.

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes