Arara-azul-e-amarela
Ara ararauna · species
Arara-azul-e-amarela de grande porte que vive em comunidades na Amazônia e cerrado. Pesa cerca de 1,1 kg e alcança até 90 cm de comprimento.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Peso | 1,1 kg |
|---|---|
| Comprimento | até 90 cm |
| Longevidade em cativeiro | até 70 anos |
| Ovos por postura | geralmente 2, podendo chegar a 5 |
| Período de incubação | cerca de 25 dias |
| Tempo no ninho | 3 meses |
| Habitat | Floresta tropical úmida, savanas secas, estrato arbóreo superior |
| Dieta | Sementes e frutos (buriti, cajuzinho, iriri, gabiroba, castanha-do-pará) |
| Distribuição | América Central até Brasil, Bolívia e Paraguai |
A arara-canindé, também chamada de arara-azul-e-amarela, é uma das espécies de arara mais emblemáticas do Brasil, particularmente do cerrado. Ocorre da América Central até a América do Sul, passando por zonas da Amazônia, norte do Paraguai e Bolívia, com presença rara em altitudes superiores a 1.650 metros.
Seus indivíduos pesam cerca de 1,1 quilogramas e medem até 90 centímetros de comprimento. Exibem partes superiores azuis, inferiores amarelas e alto da cabeça verde, com fileiras de penas faciais negras sobre o rosto branco glabro. Os olhos possuem íris amarela e a garganta é negra. Sua cauda é longa e triangular, as asas largas, e o bico é grande, escuro e muito forte. As patas são zigodáctilas, com dois pares de dedos opostos que permitem grande destreza para escalar e manipular alimentos. Seu vocalização típica é um grito gutural áspero, embora possam produzir outras vocalizações mais musicais.
Comportamento e reprodução
Vivem em habitats variados, desde florestas tropicais úmidas até savanas secas, preferencialmente no estrato arbóreo superior e próximas à água. São aves gregárias que formam comunidades numerosas, embora grupos pequenos e casais com crias também sejam comuns. Grande parte do dia passa em repouso ou fazendo acrobacias nos galhos. Voam em pares ou pequenos grupos e são voadoras de longo alcance, podendo transpor grandes distâncias entre locais de repouso, nidificação e alimentação.
Formam casais permanentes e nidificam a cada dois anos entre agosto e janeiro, escavando buracos em troncos de árvores e palmeiras. A fêmea choca geralmente dois ovos, podendo chegar a cinco, durante cerca de 25 dias, enquanto o macho a alimenta e protege o ninho. Os filhotes permanecem no ninho por três meses e continuam com os pais até um ano após aprender a voar, atingindo maturidade sexual aos três ou quatro anos.
Alimentam-se de sementes e frutos, incluindo buriti, cajuzinho, iriri e gabiroba, muitas vezes ainda verdes. Reúnem-se em grandes bandos em encostas argilosas para ingerir argila, necessária para eliminar toxinas da dieta e obter suplementos minerais. Possuem bico poderoso capaz de abrir sementes de casca muito dura, como a castanha-do-pará. Seus principais predadores são aves de rapina de grande porte, enquanto tucanos e primatas de médio porte podem predar ovos e filhotes.
Conservação
Apesar da vasta distribuição e grande população estimada, a espécie sofre declínio populacional devido à destruição de habitat e comércio intenso, frequentemente ilegal. Entre 1981 e 2005 foram comercializados 55.531 exemplares, com preços chegando a 4.000 dólares por indivíduo. A atividade de captura levou à extinção local em Trinidad e Tobago, Santa Catarina, Paraguai e Bolívia, e quase extinção em São Paulo. No cerrado, onde outrora abundava e agora é considerada em perigo, os caçadores clandestinos frequentemente abrem as árvores com ninhos para obter filhotes. O governo brasileiro proíbe o comércio e cativeiro de animais silvestres e mantém reservas ecológicas onde a espécie ocorre. Diversos projetos de proteção e recuperação estão em andamento, e criadouros comerciais regulamentados contribuem na propagação da espécie.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





