Cesteira-Vespão
Argiope bruennichi · species
Aranha tecelã com marcas amarelas e pretas que lembram uma vespa, construtora de teias ornamentadas em campos e jardins europeus.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento (macho) | 6 mm |
|---|---|
| Comprimento (fêmea) | 25 mm |
| Número de ovos por postura | 200-300 |
| Altura da teia | 0,2 a 1,0 m |
| Tempo de construção da teia | ~1 hora |
| Presas consumidas por dia | até 4 |
| Acasalamento | final de julho e início de agosto |
A cesteira-vespão é uma aranha tecelã com acentuado dimorfismo sexual. As fêmeas medem 25 mm de comprimento e exibem tons prateados no cefalotórax com listras alternadas amarelas e pretas no abdómen. Os machos são muito menores, com apenas 6 mm, apresentam coloração uniforme em castanho com listras longitudinais brancas. Ambos possuem espinhos negros nos pés.
Essas aranhas constroem teias orbiculares em espiral durante o crepúsculo matutino e vespertino, instaladas entre 0,2 e 1,0 metro de altura em ervas altas ou ramos baixos. A construção leva cerca de uma hora. A teia contém 19-41 raios (média de 30) e destaca-se pelo estabilimento, uma estrutura de fios engrossados em forma de ziguezague no centro. Esta decoração provavelmente mascara a presença da teia e camufla a aranha quando vista em contraluz, dificultando ataques de aves.
Quando uma presa é capturada, a aranha a envolve rapidamente em seda pegajosa e aperta. Depois a morde, injectando veneno paralisante acompanhado de enzimas digestivas que causam a morte e liquefacção rápida da presa, cujo suco é aspirado. Insectos como gafanhotos, moscas e abelhas são as presas mais comuns, podendo consumir até quatro por dia.
O acasalamento ocorre no final de Julho e início de Agosto. O macho se instala numa teia reduzida próxima à da fêmea, aguardando sua maturidade sexual que coincide com a muda final. Aproximadamente 80% dos machos abandonam o órgão copulatório dentro da fêmea após o acasalamento, impedindo fecundação por outros machos. Poliandria é comum, com uma fêmea copulando com vários machos. Após a fecundação, a fêmea coloca 200-300 ovos num casulo de seda acastanhado suspenso na vegetação próximo ao solo.
Distribui-se naturalmente pelo sudoeste, centro e norte europeus, norte de África, partes da Ásia e arquipélago dos Açores. A espécie expandiu-se para a Grã-Bretanha onde indivíduos apresentam coloração mais pálida com amarelo substituído por creme. Está naturalizada em áreas de clima temperado da América do Sul.
Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





