Dactylopius coccus
📷 Museo de Insectos Ayacucho MIYA Waylis · CC0 ·fonte
Invertebrado

Dactylopius coccus

Dactylopius coccus · species

Pequeno hemíptero do México que parasita cactos e produz ácido carmínico, um pigmento vermelho usado como corante natural desde a antiguidade.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento3 a 5 milímetros
DietaSeiva de cactos e plantas
HabitatCactos e plantas hospedeiras (origem: México)
ProduçãoAproximadamente 70.000 insetos necessários para 500 gramas de corante

Dactylopius coccus é um hemíptero minúsculo pertencente ao grupo das cochonilhas. Originária do México, esta espécie de 3 a 5 milímetros de comprimento apresenta coloração acastanhada ou amarela. Seu ciclo de vida decorre sobre cactos e plantas hospedeiras, onde se alimenta parasitando a seiva e a umidade disponível.

Como mecanismo de defesa contra predadores, produz ácido carmínico, composto que extrai seu corpo e dos ovos. Este pigmento é a base do corante alimentício conhecido como carmesim-cochonilha, amplamente utilizado há séculos em diferentes culturas.

Dentro da classe Insecta, as cochonilhas integram a ordem Hemiptera, grupo que compreende mais de 67.500 espécies e inclui parentes próximas como cigarrinhas, cigarras e pulgões. O inseto secreta uma substância pegajosa que recobre as folhas das plantas, facilitando o ataque de fungos. Seus predadores naturais incluem joaninhas e certos tipos de vespas.

O corante carmínico

O ácido carmínico é um corante natural de tom vermelho-escuro extraído de fêmeas secas da espécie. A indústria cosmética e alimentícia emprega este pigmento em larga escala em biscoitos, geleias, sobremesas e medicamentos, onde aparece especificado como "corante natural carmim de cochonilha" (C.I. 75470 ou E120). Diferentemente de muitos corantes vermelhos sintéticos, não apresenta toxicidade ou propriedades cancerígenas comprovadas, embora uma pequena porcentagem da população possa desenvolver reação de choque anafilático ao entrar em contato com o inseto.

O uso do corante remonta à antiguidade clássica e foi praticado também pelas civilizações asteca e maia. Durante o período colonial mexicano, a produção em Oaxaca cresceu rapidamente e a cochonilha se converteu no segundo produto em valor exportado do México, superado apenas pela prata. O corante atingiu tal valor no mercado europeu que seu preço foi negociado nas bolsas de mercadorias de Londres e Amsterdam. A produção entrou em declínio no século XIX com o surgimento de corantes sintéticos derivados de plantas e, posteriormente, de compostos industrializados. Apenas nos últimos anos voltou a ser comercialmente viável devido à preferência dos consumidores por pigmentos naturais.

Dactylopius coccus
📷 Marco Lipka · CC-BY
Dactylopius coccus
📷 Chuck Martin · CC-BY-SA

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes