Filoxera
Daktulosphaira vitifoliae · species
Minúsculo insecto hemíptero de 0,3 a 3 mm que infesta raízes e folhas de videiras, causando a praga mais devastadora da viticultura mundial desde o século XIX.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 0,3 a 3 mm (conforme o estádio de desenvolvimento); fêmeas partenogénicas: 0,3 a 1,4 mm; fêmeas aladas: 2 a 3 mm; machos: 0,3 a 0,5 mm |
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A filoxera é um hemíptero minúsculo, com comprimento que varia entre 0,3 e 3 mm conforme o estádio de desenvolvimento. Trata-se de um insecto sugador de seiva, aparentado aos pulgões, cujo ciclo de vida é totalmente dependente da videira, única planta onde consegue desenvolver-se completamente. De origem norte-americana, expandiu-se a partir do último quartel do século XIX para todos os continentes, transformando-se na praga mais devastadora da viticultura mundial.
Ciclo de vida e formas
O insecto assume múltiplas formas ao longo do seu desenvolvimento. As fêmeas partenogénicas, ápteras, exibem cores que variam do amarelado ao castanho escuro e medem entre 0,3 e 1,4 mm. Quando infestar folhas, formam galhas esverdeadas na página inferior; nas raízes, provocam nodosidades e tuberosidades alongadas castanho-escuras. No final do estio, algumas fêmeas radícolas desenvolvem asas, medindo então entre 2 e 3 mm, com coloração amarelo-dourada a ocre e aparência semelhante à de minúsculas moscas. Os machos ápteros são acastanhados, com 0,3 a 0,5 mm de comprimento, e carecem de peças bucais no estado adulto.O ciclo biológico inicia-se na primavera com a eclosão de ninfas a partir de ovos que invernaram no ritidoma das videiras. Estas ninfas migram para as folhas, onde causam galhas. As fêmeas galícolas que daí resultam reproduzem-se por partenogénese, ovipositando entre 500 e 600 ovos em cada galha. Dos ovos depositados nas folhas emergem novas fêmeas, que podem permanecer nos órgãos aéreos ou migrar para o solo, instalando-se nas raízes. No final do estio, surgem as formas aladas que retornam às folhas, onde se acasalam. As fêmeas fertilizadas depositam um ovo de inverno no ritidoma que permanecerá dormente até à primavera seguinte.
Impacto e danos
Os danos variam conforme a susceptibilidade da videira infestada. As formas radícolas provocam os maiores prejuízos, pois as tuberosidades resultantes são frequentemente infectadas por fungos, levando à morte da zona apical da raiz e à perda de capacidade de absorção de água e nutrientes. Uma videira com susceptibilidade inferior a 12 pontos na escala de Ravaz morre geralmente em cerca de três anos. As infestações galícolas reduzem drasticamente a área foliar e a capacidade fotossintética, diminuindo a produtividade e a qualidade das uvas, embora sejam raramente fatais.O combate à filoxera assenta principalmente na utilização de porta-enxertos resistentes, sobre os quais se enxertam as castas susceptíveis. Apesar de múltiplas tentativas de controlo químico ao longo dos tempos, não existe forma eficaz de combater as infestações radícolas, embora as formas galícolas sejam sensíveis aos insecticidas convencionais. O Chile permanece como a exceção mais significativa, sendo ainda hoje indemne desta praga.
Galeria
Espécies relacionadas
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