Lula-colossal
📷 Scotted400 · CC-BY-SA ·fonte
Invertebrado Pouco preocupante LC

Lula-colossal

Mesonychoteuthis hamiltoni · species

A lula-colossal é provavelmente o maior invertebrado do planeta em massa, atingindo mais de 15 metros de comprimento e possuindo os maiores olhos conhecidos do reino animal.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Peso495 kg (espécime capturado em 2007)
ComprimentoMais de 15 metros; média de 14 metros para adultos
HabitatOceano Antártico, profundidades abaixo de 1000 m
DietaPredador de peixes e outros cefalópodes
DistribuiçãoOceano Austral Antártico, de vários quilômetros ao norte até sul da América do Sul, África do Sul e Nova Zelândia

A lula-colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni) é provavelmente a maior espécie de lula existente e único membro do seu gênero. Trata-se do maior invertebrado conhecido em termos de massa, podendo ultrapassar os 15 metros de comprimento. Diferentemente da lula-gigante, que se afila conforme cresce, a lula-colossal desenvolve uma forma mais redonda e robusta na cabeça, com um corpo que se mantém largo e substancialmente mais pesado.

Características morfológicas

Sua cabeça é a maior entre todas as espécies de lula, superando até a da lula-gigante em tamanho e robustez. Os olhos da lula-colossal são os maiores conhecidos no reino animal: um espécime coletado apresentou globo ocular com 27 cm de diâmetro e pupilas de 9 cm, estimando-se que em vida esse órgão tenha alcançado entre 30 e 40 cm de diâmetro. Diferencia-se da lula-gigante por possuir ganchos afiados em seus braços e tentáculos, além de pequenas ventosas, o que permite agarrar presas com maior robustez no gélido mar de Ross. Seu bico, formado de duas afiadas calcificações ligadas à rádula, também é proporcionalmente grande.

Habitat e comportamento

Habita as águas do Oceano Antártico, particularmente em profundidades abaixo de 1000 metros, distribuindo-se desde vários quilômetros ao norte da Antártida até ao sul da América do Sul, sul da África do Sul e extremo sul da Nova Zelândia. Como predador de águas profundas, utiliza-se de bioluminescência para localizar presas. Seu método de caça caracteriza-se pela baixa energia: o corpo flutua enquanto os tentáculos buscam o alimento.

A lula-colossal é uma das principais presas de cachalotes no Oceano Antártico. Muitos desses cetáceos carregam cicatrizes profundas causadas pelos tentáculos e ganchos da lula, com estimativas indicando que 14% dos tentáculos de lula encontrados em estômagos de cachalotes pertencem a essa espécie. A elasticidade do corpo dos cefalópodes torna a medição de comprimento problemática: enquanto a soma dos comprimentos da massa visceral e da cabeça aos tentáculos é frequentemente referida, o corpo é extremamente maleável, podendo se contrair e esticar significativamente.

Espécies relacionadas

Parentes próximos e animais do mesmo habitat.

Fontes